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A música popular das cidades mostrava-se mais vulnerável às influências internacionais que poderiam atrapalhar o processo de nacionalização. Além disso, nem toda música popular parecia ser de criação estritamente popular; parte dela soava como versão facilitada da música culta: por exemplo, as canções calcadas em árias de óperas famosas, com textos de poetas locais. Outra parte soava como cópia da música folclórica: por exemplo, as toadas e os poemas sertanejos de Catulo da Paixão Cearense, mal-vistos pelos modernistas. Elizabeth Travassos. Modernismo e música brasileira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000. p. 51.
Fenômenos como esses desestabilizavam a divisão do universo cultural em dois níveis: o erudito e o popular.