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O crescente acesso das pessoas às novas tecnologias de informação e comunicação aumenta o volume e a velocidade com que as informações são criadas, distribuídas, categorizadas, armazenadas, recriadas e redistribuídas. Isso afeta o segmento educacional, assim como tem mudado as gravadoras, os veículos de comunicação e o setor editorial, entre outros. A maioria dos pais e mães de crianças com menos de sete anos de idade provavelmente já se espantou com a facilidade com que os pequenos lidam e se adaptam aos tablets e smartphones com telas sensíveis ao toque. É um novo tipo de letramento, um processo intuitivo no qual a imagem se sobrepõe à alfabetização tradicional.
No âmbito das instituições educacionais, é urgente que se desenvolvam pesquisas e experiências de novas formas de organização escolar que se distanciem do modelo industrial de ensino-aprendizagem. Importa lembrar que a Revolução Industrial mudou as escolas e universidades para que estas passassem a formar um novo padrão de trabalhadores e, obrigatório dizer, de consumidores para as empresas. A instituição educacional da era industrial foi pensada como uma linha de montagem de fábrica, organizada em estágios discretos (1.ª série, 2.ª série etc.), com repetitivos treinos para testes padronizados e horários diários rígidos, com base no pressuposto de que todos devem aprender da mesma forma e ao mesmo tempo. O que se busca nessa concepção é a uniformidade do produto e do processo, sendo o controle externo essencial para o alcance da disciplina pessoal e coletiva, que permite atingir os resultados esperados. Segundo esse modelo, aprendizagem ocorre na cabeça, somente o cognitivo importa, desprezando-se o restante do corpo. O conhecimento é inerentemente fragmentado, cabendo poucas interseções, o que leva professores a ensinarem aos alunos conceitos dissociados da vida e da realidade destes últimos. A aprendizagem acontece na sala de aula, que se isola do mundo. Os especialistas aptos a ensinar estão exclusiva ou prioritariamente nas escolas. A escola da era industrial foi o caminho adotado para um ambiente de aprendizagem característico da escassez e cujo modelo se baseou em aulas expositivas, bibliotecas, laboratórios de ensino e livros, muitas vezes confinados na instituição educacional.
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se seguem.
Na linha 1, caso se suprima o artigo definido que determina “novas tecnologias de informação e comunicação”, deve-se suprimir também o acento grave, indicativo de crase: a novas tecnologias de informação e comunicação.