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Supermercados precisam estocar milhares de produtos de marcas e tamanhos diferentes. Manter a contabilidade de quanto se tem de cada um deles é uma tarefa ingrata, mas necessária para a sobrevivência da empresa. Durante a maior parte do século 20, a única forma de saber o que havia dentro de um supermercado era literalmente fechar as portas do local por um ou dois dias e contar um a um os produtos que estavam lá dentro. O procedimento, caro e cansativo, era feito usualmente mais de uma vez ao mês e servia de base para os gerentes das lojas fazerem a estimativa de quanto deveriam comprar ou não de certo produto.
Durante os balanços, os funcionários faziam a contagem manual dos produtos, item por item. Cada mercadoria era contada duas vezes, por duas pessoas diferentes. Se houvesse discrepância entre os números, a conta era refeita por uma terceira pessoa. Mesmo assim, sempre havia erros nas contas e raramente o que estava no papel correspondia ao que havia dentro do supermercado. Resultado: pesadelo diário para os gerentes e um prejuízo que chegava a 2,5% do estoque. Sem falar no trabalhão que chegava a tomar um fim de semana inteiro.
O famoso “fechado para balanço” só começou a desaparecer dos supermercados na metade da década de 1990. Até então, cada setor da empresa tinha um código interno usado para fazer a contabilidade. Muitas vezes havia código de barras no produto que vinha da indústria, mas aquelas barras esquisitas eram ignoradas no caixa: o operador registrava de cara o preço do item. E o único jeito de saber se um produto estava vendendo bem era examinar se as prateleiras estavam vazias.
Nos tempos de inflação alta, o problema piorava. Como os preços mudavam às vezes diariamente, havia um exército de funcionários destinados apenas a etiquetar os preços em cada pacote de biscoito, cada garrafa de refrigerante, cada fardo de papel higiênico.
A solução para evitar tanta recontagem e etiquetagem seria inventar algo capaz de contabilizar automaticamente quanto de cada mercadoria entra e sai da loja. A IBM resolveu tentar desenvolver um novo sistema. Aí nasceu o código de barras que conhecemos hoje, chamado código de produto universal.
De acordo com as informações do texto, até metade da década de 1990, os melhores produtos dos supermercados esgotavam rapidamente, e isso era um sinal para que os gerentes adquirissem mais itens desses produtos.