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Sra. EMS, 47 anos, solteira sem filhos, mora com a mãe e irmã, simpatizante da religião espírita, enfermeira. Diagnóstico de neoplasia de ovário, desde 2011, já submetida a três linhas de quimioterapia e ressecção cirúrgica com pós-operatório complicado e necessidade de colostomia protetora.
Sem proposta de tratamento oncológico ativo por progressão de doença. Interna em enfermaria de cuidados paliativos por quadro de constipação intestinal há 10 dias associado a dor abdominal difusa e vômitos, com piora progressiva sendo diagnosticado quadro de Obstrução Intestinal Maligna. Avaliada pela equipe de cirurgia que descartou possibilidade de tratamento cirúrgico.
Em relação ao quadro de obstrução intestinal maligna (OIM):
I. A OIM tem causa multifatorial podendo estar relacionada ao próprio tumor e metástases, tratamentos prévios (Ex.: aderências pós-cirurgicas), medicações e impactação fecal.
II. O diagnóstico é iminentemente clínico e os sintomas dependem do sítio acometido pelo tumor, não sendo necessária a realização de exames de imagem para diagnosticar a OIM.
III. Baixa funcionalidade, hipoalbuminemia, múltiplos pontos de obstrução (Ex.: carcinomatose peritoneal) e ascite volumosa são indicadores de mau prognóstico e baixa probabilidade de benefício clínico do tratamento cirúrgico.
IV. A sondagem nasoenteral descompressiva é procedimento com grande desconforto ao paciente e não deve ser indicada na OIM em cuidados paliativos exclusivos.
V. Na prescrição desta paciente podem ser incluídos os seguintes medicamentos: dieta, dexametasona, haloperidol, metoclopramida, escopolamina e octreotide, não sendo indicado o uso de dimenidrato e laxativos.
São verdadeiras as afirmativas: