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O ESTRESSE É CONTAGIOSO
Nosso corpo sente os sinais dos outros – e reage
Assim como um espirro pode espalhar a gripe em um local de trabalho, o comportamento estressado daquele que vive teclando seu smartphone durante as reuniões, não conclui frases nem para checar e-mails pode contaminar muita gente a seu redor – aquilo que Heide Hanna, autora do livro Stressaholic, chama de estresse de segunda mão. Isso não é apenas desagradável pessoalmente, mas pode afetar a produtividade da empresa, o clima de trabalho ou o relacionamento com clientes. Nosso cérebro tem habilidade de captar sinais físicos emitidos por outras pessoas, como respiração curta, fala rápida, excitação, mudanças no tom de voz ou tensão física. Por assimilar inconscientemente esses ritmos biológicos, o cérebro pode deflagrar processos de estresse, pois é treinado a se manter alerta diante de qualquer potencial ameaça, acionando mecanismos defensivos automáticos diante desses sinais.
O estresse de segunda mão se verifica, sobretudo, em escritórios abertos, onde se pode observar a atitude dos colegas e ser observado, despertando a necessidade de parecer ocupado e evitar comparações. Para combater essa contaminação, a autora sugere três atitudes: mantenha a calma, sobretudo diante de executivos agitados que desejam mostrar como trabalham intensamente; faça pausas de cinco minutos a cada hora para respirar fundo ou observar a paisagem e crie um ambiente de trabalho onde as pessoas canalizem sua energia de forma a evitar o estresse e, portanto, sua propagação.
Como consequências negativas do estresse, o texto destaca: