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Tu, místico Tu, místico, vês uma significação em todas as coisas. Para ti tudo tem um sentido velado. Há uma coisa oculta em cada coisa que vês. O que vês, vê-lo sempre para veres outra coisa. Para mim, graças a ter olhos só para ver, Eu vejo ausência de significação em todas as coisas; Vejo-o e amo-me, porque ser uma coisa é não significar nada. Ser uma coisa é não ser suscetível de interpretação. (“Poemas Inconjuntos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1946.)
Qual é a principal diferença entre a visão do “místico” e a do eu lírico no poema, considerando suas percepções sobre o significado e a interpretação da realidade?