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Entre a grande variedade de fungos patogênicos, os fungos demácios podem causar amplo espectro de micoses em humanos e outros animais. Também são conhecidos como fungos melanizados, fungos negros, fungos escuros, dematiácios ou feoides, em referência à sua coloração escura ou acastanhada, devido à grande concentração de melanina na parede celular. A melanina é considerada um de seus principais fatores de virulência, conferindo coloração escura às colônias formadas por esses agentes. Fungos demácios são responsáveis por amplo espectro de micoses em indivíduos imunocompetentes ou não, podendo envolver vários sítios orgânicos, desde a pele e seus anexos até órgãos internos, incluindo os pulmões, os ossos e as articulações, o sistema nervoso central (SNC) etc. As principais doenças relacionadas aos fungos demácios são: feo-hifomicose, cromoblastomicose, eumicetoma, manifestações alérgicas (pulmonar e sinusal) e fungemia.
É correto afirmar:
I. Os fungos demácios estão amplamente disseminados na natureza. Seus propágulos (conídios, micélio etc.) podem ser implantados ou inalados por humanos em várias oportunidades, entretanto, a incidência de feo-hifomicose e de outras doenças por eles causadas não é elevada, o que sugere forte e eficiente resistência natural às doenças por esses agentes. De modo geral, pouco se sabe a respeito dos mecanismos patogênicos de fungos demácios, principalmente em indivíduos imunocompetentes.
II. A melanina é o principal fator de virulência e patogenicidade dos demácios, apresentando-se sob a forma de dihidroxinaftaleno-melanina, composto análogo ao pigmento melânico da epiderme humana. É considerada um dos principais elementos relacionados à sobrevivência dos fungos demácios, tanto na natureza como em organismos parasitados.
III. A melanina é composto pouco resistente a metais tóxicos, compostos com radicais livres, hipoclorito, dessecação e radiação ionizante.
IV. As formas profundas de feo-hifomicose constituem as manifestações clínicas mais frequentes, observadas em todo o mundo e, comumente, em imunocompetentes.
A sequência correta é: