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A infecção pelo Toxoplasma gondii é uma das mais prevalentes no mundo e, embora mais frequentemente encontrada em regiões quentes e úmidas, sua distribuição não depende de clima ou de raça, uma vez que essa antropozoonose já foi detectada em todas as populações pesquisadas. A toxoplasmose repercute em saúde pública, uma vez que ocorre de 0,25 a 5 casos de infecções congênitas por 1.000 nascidos vivos; aproximadamente 10 a 20% dos casos de uveítes são atribuídos à toxoplasmose; e a encefalite por T. gondii, em pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), tem prevalência de até 40%.
É correto afirmar sobre a toxoplasmose:
I. Profilaxia primária, com sulfametoxazol-trimetoprima (SMX-TMP) ou pirimetamina, para receptores soropositivos de transplante cardíaco ou soronegativos com doadores positivos, tem se mostrado efetiva em reduzir reativação ou infecção aguda, respectivamente.
II. Em pacientes com AIDS, o risco estimado de reativação, naqueles com anticorpos IgG anti Toxoplasma gondii, varia de 12 a 50%, sendo encefalite a apresentação clínica mais comum, manifestando-se como encefalite difusa, meningoencefalite ou, mais comumente, como lesão tumoral, com efeito de massa e evolução subaguda.
III. Vários testes sorológicos estão disponíveis para detecção de imunoglobulinas IgA, IgE, IgG e IgM específicas anti-T. gondii, principalmente no soro. Os anticorpos das classes IgA, IgE e IgM são marcadores de infecção recente ou aguda, enquanto os IgG, de infecção passada, crônica ou latente.
IV. Rotineiramente o diagnóstico de toxoplasmose é feito com base na resposta imune humoral, por meio da pesquisa de anticorpos específicos por métodos sorológicos. A escolha do teste sorológico, entretanto, e a sua interpretação variam de acordo com o hospedeiro avaliado.
A sequência correta é: