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As fruteiras de clima temperado, tal como a macieira, apresentam uma fase de intensa atividade metabólica desde a primavera até meados do verão. Ao final do verão as plantas sofrem uma redução do crescimento vegetativo, e no outono-inverno ocorre queda das folhas e entrada das plantas em dormência. Com relação à dormência de fruteiras de clima temperado é correto afirmar:
I. O estado de dormência é caracterizado pela paralisação do crescimento das plantas, o acúmulo de lignina e a desidratação intracelular controlada nos tecidos lenhosos, e a paralização na atividade metabólica da planta, o que lhes permite resistir às baixas temperaturas, mesmo quando estas são negativas.
II. A dormência é controlada por fatores endógenos e exógenos à planta, sendo que os fatores endógenos referem-se à presença de hormônios inibidores e promotores de crescimento. A medida que a planta acumula frio, sua capacidade de sintetizar promotores de crescimento, como a citocinina, é aumentada.
III. Quando as gemas estão próximas da brotação, é induzida à síntese de ACC (ácido 1-carboxílico-1-aminociclopropano, enzima precursora do etileno), e com a exposição contínua das gemas ao frio é induzida a conversão do ACC em etileno, e este hormônio desencadeia o aumento da permeabilidade das membranas celulares, permitindo a brotação das gemas.
IV. A dormência pode ser classificada em pseudodormência, endodormência e ecodormência. A pseudodormência pode ser exemplificada pela alta concentração de auxina no ápice dos ramos inibindo a brotação das gemas laterais e altos teores de giberelinas nas folhas, e pode ser superada por tratamentos físicos como corte da gema ápical, retirada de folhas e tratamentos químicos. A endodormência é regulada por fatores dentro da estrutura dormente (gema) e é também descrita na literatura como dormência de inverno, dormência verdadeira ou dormência profunda. A ecodormência é comandada por fatores ambientais, ou seja, a planta já está com sua exigência de frio satisfeita e não há desenvolvimento porque as condições ambientais não são favoráveis ao crescimento. Para supera-la é preciso que as condições ambientais favoreçam o crescimento vegetativo.