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No Brasil, em algumas capitais, tem havido projetos de requalificação urbana desde o início dos anos 1990, geralmente a partir de parcerias entre o poder público e a iniciativa privada e, pelas análises acerca desses casos – geralmente de cidades turísticas do Nordeste, como Salvador, Recife e Fortaleza −, percebe-se, na maior parte das vezes, que tais intervenções apresentaram características fortemente higienistas e podem ser pensadas como gentrificadoras (...). A verdade é que o retorno aos centros pelas camadas médias não teve, nessas capitais, “vida longa”, talvez porque aqui as intervenções tenham sido feitas de modo muito artificializado e com uma prática muito distante do discurso, que sempre teve como mote uma devolução da área central a toda a população, retomando o seu uso tradicional de espaço público heterogêneo. Os visitantes, porém, acabaram por frequentar esses locais de forma descontínua e os antigos usuários (moradores e/ou trabalhadores) tiveram dificuldade de se manter nos centros gentrificados (JAYME; TREVISAN, 2012).
Com relação ao texto acima pode-se dizer que:
I. as intervenções urbanas mencionadas se inserem na tendência dos planos de embelezamento, isto é, planos que provém da tradição europeia, principalmente, e consistem basicamente no alargamento de vias, erradicação de ocupações de baixa renda nas áreas mais centrais, implementação de infraestrutura, especialmente de saneamento, e ajardinamento de parques e praças;
II. as intervenções urbanas mencionadas se inserem na tendência dos planos de conjunto que buscam a articulação entre o centro urbano e os bairros, e destes entre si, através de sistemas de vias e de transportes, sendo que as vias não são pensadas apenas em termos de embelezamento, mas também em termos de transporte;
III. as intervenções urbanas mencionadas se inserem na tendência dos planos sem mapas que enumeravam um certo conjunto de objetivos e diretrizes genéricas e, assim, acabavam ocultando os conflitos inerentes à diversidade de interesses relativos ao espaço urbano;
IV. as intervenções urbanas mencionadas se inserem na tendência dos planos de desenvolvimento integrado, com planos mais complexos e abrangentes que tinham como ponto de partida a reforma das áreas urbanas centrais.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões):