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Texto 1
Minha meiga senhorita
O que eu tenho é quase nada
Mas tenho o sol como amigo
Traz o que é seu e vem morar comigo
Uma palhoça no canto da serra será nosso abrigo
Traz o que é seu e vem correndo, vem morar comigo
(Zé Geraldo)
Texto 2
Quem deixa o trato pastoril, amado,
Pela ingrata, civil correspondência, Ou desconhece o rosto da violência, Ou do retiro a paz não tem provado.
Que bem é ver nos campos, trasladado
No gênio do Pastor, o da inocência!
E que mal é no trato, e na aparência
Ver sempre o cortesão dissimulado!
Ali respira Amor sinceridade; Aqui sempre a traição seu rosto encobre; Um só trata a mentira, outro a verdade.
Ali não há fortuna que soçobre; Aqui quanto se observa é variedade: Oh! ventura do rico! oh! bem do pobre!
(Cláudio Manoel da Costa)
Embora muito distantes entre si na linha do tempo, os textos aproximam-se, pois o ideal que defendem é: