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Texto 1 – Síntese da obra Quarto de despejo O livro de Carolina Maria de Jesus narra de modo fiel o cotidiano passado na favela. Em seu texto, vemos como a autora procura sobreviver como catadora de lixo na metrópole de São Paulo, tentando encontrar naquilo que alguns consideram como sobra o que a mantinha viva. Os relatos foram escritos entre 15 de julho de 1955 e 1 de janeiro de 1960. As entradas no diário são marcadas com dia, mês e ano e narram aspectos da rotina de Carolina. Muitas passagens sublinham, por exemplo, a dificuldade de ser mãe solteira nesse contexto de extrema pobreza. Carolina Maria é mãe de três filhos e dá conta de tudo sozinha. Relata também as brigas dos vizinhos que acabavam em violência contra a mulher, pois do seu barraco era possível ouvir os gritos. Para conseguir alimentar e criar a família, ela se desdobra trabalhando como catadora de papelão, metal e como lavadeira. Apesar de todo o esforço, muitas vezes sente que não dá conta.
Texto 2 Para representar a favela, uma equipe de pesquisadores fez uso de três músicas: “A carne” (Elza Soares); “O lamento da lavadeira” (Monsueto); “Lata d’água na cabeça” (Marlene), usando um trecho de cada uma que pudesse representar a dificuldade na favela. O resultado foi a criação da poesia a partir das músicas.
Lata d’água na cabeça
Lá vai Carolina
Lá vai Carolina
Sobe o morro e não se cansa
pela mão leva a criança
Lá vai Carolina
Sabão, um pedacinho assim
Água, um pinguinho assim
Roupa, um montão assim
Trabalho, um tantão assim
Cansaço é bastante sim
Dinheiro, um tiquinho assim
Mas mesmo assim
Ainda guardo o direito
De algum antepassado da cor
Brigar sutilmente por respeito
De algum antepassado da cor
Brigar, brigar, brigar
Com a lata na cabeça
Lá vai Carolina
Lá vai Carolina
Sobe o morro e não se cansa
pela mão leva a criança
Lá vai Carolina
“Será que quando eu morrer vou morar na favela?”
Considerando o processo de criação do poema, após a leitura do texto 1 – síntese da obra, podemos afirmar que no texto 2: