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O dilema do porco-espinho Um número de porcos-espinho se amontoaram, buscando calor em um dia frio de inverno; mas, quando começaram a se machucar com seus espinhos, foram obrigados a se afastarem. No entanto, o frio fazia com que voltassem a se reunir, porém se afastavam novamente. Depois de várias tentativas, perceberam que poderiam manter certa distância uns dos outros sem se dispersarem. Do mesmo modo, as necessidades sociais, a solidão e a monotonia impulsionam os “homens porcos-espinho” a se reunirem, apenas para se repelirem devido às inúmeras características espinhosas e desagradáveis de suas naturezas. A distância moderada que os homens finalmente descobrem é a condição necessária para que a convivência seja tolerada; é o código de cortesia e boas maneiras. Aqueles que transgridem esse código são duramente advertidos, como se diz na Inglaterra: Keep your distance! Com esse arranjo, a necessidade mútua de calor é apenas parcialmente satisfeita, mas pelo menos não se machucam. Um homem que possui algum calor em si mesmo prefere permanecer afastado, assim ele não precisa ferir outras pessoas e também não é ferido.
Considere o trecho seguinte “A distância moderada que os homens finalmente descobrem é a condição necessária para que a convivência seja tolerada” (l. 06 e 07); em seguida, analise as asserções abaixo e classifique-as como verdadeiras ou falsas, colocando entre os parênteses as letras V ou F respectivamente. Por fim, marque a opção que preenche CORRETAMENTE os parênteses de cima para baixo.
(__) O verbo tolerar apresenta um sujeito ativo.
(__) A última oração classifica-se como completiva nominal.
(__) O complemento do verbo descobrir é o pronome relativo “que”.
(__) O termo “finalmente” tem a função sintática de adjunto adverbial.
(__) Os termos “distância” e “convivência” exercem função morfossintática distinta.