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Diferença entre pena, simpatia, empatia e compaixão
Somos seres sociais, e isso faz com que, naturalmente, criemos conexões uns com os outros. A depender da frequência e afeto, graus de intimidade são construídos, e as conexões vão se intensificando. [...]. A dor também tem esse poder. [...]. Mas você já parou para pensar o que faz você ajudar alguém em sofrimento ou não? Por que, em algumas situações, você é capturado com mais facilidade do que em outras?
Muitos podem dizer: é a empatia. Será mesmo? Hoje, vamos falar sobre quatro formas que temos de nos conectar ao sofrimento dos outros e a diferença entre elas. São elas: pena, simpatia, empatia e compaixão.
A pena consiste no sofrimento relacionado ao sofrimento de outra pessoa, no sentido de achar que o outro não merece estar sofrendo. Muitos autores ressaltam que a pena envolve sentimento de superioridade em relação à pessoa que está em sofrimento. A pena envolve o desconforto de estar em uma situação que se julga “ser melhor” do que a do outro, e, ao mesmo tempo, sentir esse desconforto pode se relacionar a um alívio moral ou comportamentos assistencialistas. Na pena, a sensação de estar de mãos atadas e não poder fazer nada para mudar a situação é comum.
Já a simpatia diz respeito à compreensão de que o outro está em sofrimento, mas segundo a nossa perspectiva e visão de mundo. [...].
A empatia envolve, diante do sofrimento do outro, se colocar no lugar dele cognitivamente e/ou emocionalmente e se preocupar empaticamente. Quando você consegue entender como alguém desenvolveu um raciocínio específico ou consegue enxergar uma situação sob a perspectiva de outra pessoa, você está tendo a empatia cognitiva. Já sentir dor, alegria, tristeza, raiva, prazer, porque o outro está sentindo, diz respeito a empatia emocional. [...].
Por último, mas não menos importante, temos a compaixão. Muito comum na cultura oriental e em algumas religiões, a compaixão tem sido estudada por neurocientistas exaustivamente nas últimas décadas, e têm apresentado resultados interessantes para o desenvolvimento de uma melhor saúde mental. [...]. É a compaixão que nos faz disponíveis para ajudar os outros. E muito mais do que mostrar apoio, mas realmente agir para diminuir o sofrimento de outra pessoa.
Com sustentação nos aspectos morfossintático-semânticos, qual é a opção em que as palavras variáveis deste período “Mas você já parou para pensar o que faz você ajudar alguém em sofrimento ou não?” (l. 03 e 04) estão flexionadas CORRETAMENTE em tal reescritura?