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Não tire conclusões precipitadas
Um jovem estava para se formar. Havia muitos anos que ele admirava um carro esporte. Sabendo que seu pai podia arcar com aquela despesa, disse-lhe do seu grande desejo. Na manhã da formatura, o pai, chamando-o no escritório, disse-lhe que estava orgulhoso de sua conquista e queria dar-lhe um presente. O jovem, ansioso, esperava ganhar a chave do carro tão desejado. Porém, qual não foi sua decepção quando o pai deu-lhe uma Bíblia com seu nome gravado em ouro, recomendando-lhe:
— Abra este livro e você terá tudo o que deseja.
O jovem ficou furioso e disse ao pai:
— Com todo o dinheiro que tem, você me dá uma Bíblia de presente?! — E, jogando-a num canto, saiu de casa e não mais retornou.
Passaram-se os anos. O jovem casou-se e teve filhos. Um dia, recebeu um telegrama comunicando que o pai, cuja saúde inspirava cuidados, queria vê-lo. Foi então visitá-lo, mas, quando chegou, o pai havia morrido. O jovem, entristecido e arrependido, percorreu com o olhar as coisas de seu pai no escritório, deparando-se subitamente com a Bíblia — a sua Bíblia, presente de formatura que recebera de seu pai. Pela primeira vez o jovem começou a folheá-la... De repente, do meio de suas folhas caiu um cheque, exatamente do valor do carro que ele tanto havia desejado. A data do cheque era a do dia de sua formatura... Mas já era tarde demais. A sua precipitação levara-o a um julgamento errado.
O pai, ao proferir esta frase “Abra este livro e você terá tudo o que deseja” (l. 06), teve a intenção de dizer-lhe que: