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Em uma pesquisa publicada por Martins, Silva e Vasquez em 2021 sobre a participação de mulheres brasileiras na prática de futebol e as relações de interseccionalidade de raça, de gênero e de classe, os autores constataram que, a partir da pesquisa do IBGE de 2015, a maioria das mulheres que praticam futebol advém de classes mais baixas e são negras. Segundo os pesquisadores, a chance de mulheres negras praticarem futebol é 2,685 vezes maior que mulheres brancas. Essa constatação presume, principalmente, que: