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Havia minutos que, percorrendo a Rua da Quitanda em sentido oposto à direção do carro, avistara a moça recostada nas almofadas e sentira a seu aspecto viva impressão. Sem disfarce ou acanhamento, recostando-se à ombreira de uma porta de escritório, esqueceu-se naquela ardente contemplação.
O coração é um solo, vale onde brotam as paixões, como os outros vales da natureza inanimada, ele tem suas estações, suas quadras de aridez ou de seiva, de esterilidade ou de abundância.
Depois das grandes borrascas e chuvas, os calores do sol produzem na terra uma fermentação que forma o húmus; a semente, caindo aí, brota com rapidez. Depois das grandes dores e das lágrimas torrenciais, forma se também, no coração do homem, um húmus poderoso, uma exuberância de sentimento que precisa de expandir-se. Então um olhar, um sorriso que aí penetre é semente de paixão e pulula com vigor extremo.
O moço parecia estar nessas condições: ele trajava luto pesado, não somente nas roupas negras, como na cor macilenta das faces nuas e na mágoa que lhe escurecia a fronte.
Qual proposição sintetiza o conteúdo do texto em análise?