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Você só se diverte Bebendo? Não há o que discutir. O álcool é uma droga. Legalizada, socialmente aceita, mas uma droga. Tecnicamente, o etanol, usado nas bebidas alcoólicas, deprime o sistema nervoso central, provocando alteração de comportamento. Seu uso prolongado causa dependência e até morte, no estágio final do alcoolismo. Mas também não há como discordar. Mesmo proibido para menores, sair para beber e conversar é um programa divertido e tolerado até pelos pais. “Usar álcool para se divertir não é errado”, diz a psicóloga Llana Pinsky, co-autora do livro O alcoolismo. “O problema é passar dos limites. “Agora, puxe uma cadeira. Você sabe, limite é como opinião: cada um tem o seu. A bebida tem efeitos diferentes sobre cada pessoa. Sabia que as meninas ficam bêbadas mais rápido do que os meninos? Pois é, é preciso ficar de olho. Basta um descuido para os limites ficarem para trás. E aí, o que era só para descontrair, pode dar uma enorme dor de cabeça. Já pensou ter se deixado levar por um menino que queria só se aproveitar de você? Ou, pior, pegar carona com um menino bêbado? Maior perigo. Por isso é sempre bom a gente se perguntar: estou bebendo só para esquecer um ex-namorado, para criar coragem de conversar com o menino ao lado, para ser diferente? No lugar de escolher um copo como confidente, é melhor procurar uma amiga de verdade e conversar. E, quando você tiver de enfrentar aquela sensação paralisante na hora de encarar um desafio, lembre-se, a timidez é como o álcool: na medida certa, não faz mal a ninguém. É até um charme. Acredite.
No fragmento “Legalizada, socialmente aceita, mas uma droga”, a palavra sublinhada opera, indica no interior do discurso do enunciador a ideia de que: