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O surgimento da Saúde Coletiva se deu principalmente, se não primordialmente, por uma necessidade social e historicamente constituído a partir do desenvolvimento das grandes Monarquias Nacionais, ao final da Idade Média na Europa. O desenvolvimento dessa ciência apresentou-se principalmente diante da necessidade de enfrentamento das grandes epidemias que ameaçavam a fase de acumulação primitiva do capital e a viabilização dos investimentos para subsidiar as grandes navegações, que partiam em busca de riquezas, produtos para comercializar e novas terras a explorar. (MARSIGLIA, 2013, pg.33). A autora, em seu artigo “Temas emergentes em Ciências Sociais e Saúde Pública/ Coletiva: a produção do conhecimento em sua interface”, expõe uma reflexão sobre a relação do saber social e a constituição do campo da saúde coletiva. Baseado nos conhecimentos históricos e de alicerce da construção da ciência sanitarista como vivemos hoje, pode-se afirmar que: