///
Fragmento 1
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! Meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!
Fragmento 2
Enfim te vejo! — enfim posso, Curvado a teus pés, dizer-te, Que não cessei de querer-te, Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias, Dos teus olhos afastado, Houveram-me acabrunhado, A não lembrar-me de ti!
(...)
Louco, aflito, a saciar-me
D’agravar minha ferida, Tomou-me tédio da vida, Passos da morte senti .
Mas quase no passo extremo, No último arcar da esp’rança, Tu me vieste à lembrança:
Quis viver mais e vivi!
Fragmento 3
Vem, anjo, minha donzela, Minha’alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor, Quero viver um momento, Morrer contigo de amor!
A respeito dos fragmentos apresentados, marque a alternativa CORRETA.