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MELHORAR PARA PIOR (Martha Medeiros) Li esta expressão, "melhorar para pior", na biografia Viver para contar, do escritor Gabriel García Márquez, num trecho em que, se bem me lembro - e não me lembro bem -, ele falava que havia deixado sua casa para morar num prédio e trocado as sandálias por sapatos. Se não foi assim, o exemplo igualmente serve. De imediato, lembro de Bombinhas, uma praia de Santa Catarina. A primeira vez em que lá passei um verão, havia apenas casas de pescadores à beira-mar, um mercadinho precário e um único quiosque de madeira onde se serviam camarões e caipirinhas a um preço ridículo. Posto de saúde, só na vila de Porto Belo. Naquela época, janeiro de 1980, se contássemos todos os guarda-sóis fincados na areia, não somariam 25. Hoje Bombinhas tem cybercafé, edifícios, minishoppings, asfalto e vários restaurantes de rodízio de frutos do mar - com estacionamento. Se contássemos os guarda-sóis fincados na praia, somariam uns 1.843. Ô, se melhorou.[...]
Ao analisar o trecho crônica de Martha Medeiros, podemos perceber que: