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FREQUENTAR CRECHE E PRÉ-ESCOLA DE QUALIDADE TEM EFEITOS POSITIVOS NO DESENVOLVIMENTO, AUMENTA O DESEMPENHO DAS CRIANÇAS EM EXAMES PADRONIZADOS, MELHORA SEU RENDIMENTO ESCOLAR E SUAS CONDIÇÕES ECONÔMICAS FUTURAS.
A educação infantil vem ganhando crescente atenção mundial, após a comprovação da sua importância na formação e desenvolvimento das pessoas. As evidências empíricas indicam impactos positivos da experiência da educação infantil, levando a diferenciais permanentes em diversos indicadores de desenvolvimento e de bem-estar futuros.
Os impactos positivos duradouros da educação infantil, entretanto, estão condicionados à qualidade da intervenção oferecida. As literaturas internacional e nacional são unânimes em mostrar que a frequência à pré-escola de qualidade tem impactos positivos e significativos sobre diferentes dimensões de desenvolvimento e formação de capital humano, com benefícios que superam os custos iniciais. Dentre os benefícios documentados incluem-se ganhos no desenvolvimento cognitivo no curto prazo, melhora nos níveis de aprendizado no médio prazo, e melhora na escolaridade e renda no longo prazo. Isso contribui para a formação de adultos mais saudáveis, com maior escolaridade, empregabilidade, qualidade de vida e, portanto, com melhores condições de exercer sua cidadania e contribuir para avanços sociais.
Estudos salientam que, no caso da creche para crianças de até 2 anos ou 2 anos e meio, a qualidade representa um fator determinante, ou seja, creches de boa qualidade podem representar benefícios para o desenvolvimento infantil, mas creches de baixa qualidade podem gerar prejuízos no desenvolvimento das crianças.
No Brasil, políticas públicas pró-infância nas últimas décadas contribuíram para o avanço na cobertura da educação infantil. Estudos nacionais confirmam que frequentar a pré-escola tem forte impacto positivo sobre a escolaridade medida por meio de notas em português e matemática, aumenta as chances de conclusão do ensino fundamental e tem efeitos sobre o salário na vida adulta. Há ganhos na dimensão social (e em menor grau, mental), além de que frequentar a pré-escola pode contribuir positivamente para o desenvolvimento psicomotor e para o desempenho cognitivo aos 5 anos. Todavia, há evidências de desigualdades no acesso à educação infantil de qualidade e na oferta de educação infantil entre os diferentes estados brasileiros, entre as zonas rurais e urbanas e para grupos de renda e étnico/raciais diversos, sendo essas diferenças maiores na creche do que na pré-escola.
Crianças que crescem em ambientes desfavoráveis, expostas aos fatores de risco previamente mencionados, tendem a se beneficiar ainda mais da educação infantil. Quando a qualidade do ambiente familiar é comprometida, o benefício de frequentar a creche ou pré-escola é mais evidente, possivelmente porque a criança passa a receber na escola parte dos estímulos que idealmente receberia em casa.
Considerando o fragmento do 2º parágrafo “Dentre os benefícios documentados incluem-se ganhos no desenvolvimento cognitivo no curto prazo, melhora nos níveis de aprendizado no médio prazo, e melhora na escolaridade e renda no longo prazo”, se o termo em destaque fosse substituído pelo verbo acreditar e se as regras de pontuação fossem respeitadas, teríamos, segundo a gramática normativa: