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A leishmaniose visceral (LV) era uma zoonose caracterizada como doença de caráter eminentemente rural, porém, hoje em dia a doença acomete milhões de pessoas não só no meio rural, como também no ambiente urbano. No contexto epidemiológico, o cão doméstico representa a principal fonte de infecção dos flebotomídeos que transmitem a doença aos humanos e a outros hospedeiros. Em relação à vacina disponível para cães, há controvérsias acerca de sua capacidade de neutralizar a fonte de infecção e de produzir falsos positivos, o que compromete o perfil epidemiológico da doença. Da mesma forma, o tratamento de animais portadores da doença é problemático, pois a utilização de medicamentos de uso exclusivo humano é oficialmente proibida, já que esses medicamentos permitem que a fonte de infecção permaneça ativa por mais tempo. Assim, o médico veterinário tem participação decisiva no controle das leishmanioses, sendo responsável e atuante em todas as fases da cadeia epidemiológica da doença. De acordo com o código deontológico médico veterinário, como deve proceder o clínico que atende um cão com suspeita de estar acometido dessas enfermidades?