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Leia o fragmento a seguir para responder às questões de números 01 a 10.
Todo mundo tem potencialmente uma amiga ou familiar que já praticou aborto. O debate é difícil expõe a hipocrisia de uma sociedade que aborta às escondidas. E onde há ilegalidade, há injustiça – enquanto mulheres de classe média pagam por procedimentos seguros, mulheres pobres arriscam a vida em clínicas clandestinas de fundo de quintal.
Não me parece que ninguém seja a favor do aborto em si. Mas é inadmissível que em uma sociedade democrática e secular as mulheres tenham suas decisões e o direito ao próprio corpo tutelados pelo Estado. Um Estado cujas regras foram historicamente formatadas por indivíduos homens que nunca carregaram no corpo e na mente as dores e os dilemas dessa decisão.
Há, obviamente, argumentos legítimos e altruístas que falam do valor à vida. Mas se considerarmos o alto índice de mulheres que morrem vítimas de abortos mal feitos, é preciso repensar esse ponto. Sobretudo quando se observam números de países como o Uruguai, que em 2012 mudou a lei para permitir a interrupção de gestações.
Extraído da Revista Carta Capital On Line (com adaptações). Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-horado-zika-e-a-hora-de-falar-de-aborto>.
Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam o mesmo número de letras e de fonemas.