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A última partida Aleilton Fonseca [...] Linco era o único jogador de nosso time que inventava medo aos adversários. Mas, naquela altura do jogo, parecia preso por um cansaço. Perambulava em campo, quieto, sem dar parte na disputa. Os caras do Malhado relaxaram, deram por ganho o combate. Era só questão de a qualquer momento marcar o gol de misericórdia e ir mergulhar no rio, zombando de nosso “timinho”. Eles começaram a fazer firulas, com toques desconcertantes e às gargalhadas, dando um banho de olé na gente. A plateia de fora se deliciava. Os demais meninos de nossa rua, entre aflitos e conformados, se contorciam. De repente, apertamos a marcação, a bola deu rebote e foi quicando de flerte com Linco. Ele a tocou como quem não quer nada e, sem mais nem menos, inventou um chute torto e certeiro. No ângulo. Este gol nem o comemoramos dada a indiferença do próprio artilheiro. [...]
Marque a alternativa que contém um sinônimo, que poderia substituir o adjetivo translúcidos, no fragmento “Que beleza é essa que tanto me incomoda? / Que olhar de tâmara – sâmaras que se semeiam – / transborda dos cântaros de tua íris? / O que anunciam teus inquisidores e translúcidos olhos?”, do poema Bodas de Sangue, do poeta José Inácio Vieira de Melo.