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A origem de “clichê”
Todo clichê um dia já foi uma expressão feliz, um “lugar-incomum”, que repetido insistentemente acabou perdendo o brilho.
O autor da frase, o jornalista Humberto Werneck, lançou no fim do ano passado O Pai dos Burros (Arquipélago Editorial), abrangente coletânea de lugares-comuns e frases feitas (“Virei, sem perceber, uma espécie de gari da semântica”, afirma ele).
– Os lugares-comuns são vítimas do seu sucesso. Alguém aparece com um achado, as pessoas gostam e se põem a repetir. Creio que a insistência no uso é que dá origem aos clichês. O tal cachimbo que faz a boca torta... – ilustra Werneck.
Cliché é o termo francês que designa uma chapa metálica em que se grava, em alto relevo, uma imagem destinada à impressão. Seu equivalente na língua portuguesa é a palavra “matriz”.
Por extensão, o termo também pode referir-se ao texto ou imagem impressa por meio desse processo.
No campo da literatura, clichê significa estereótipo, chavão, frase feita, entre outros sinônimos tão abundantes quanto os próprios clichês.
No sentido figurado, a expressão denuncia a solidificação – no nível do pensamento ou da expressão – de determinadas frases que passam a ser usadas cotidianamente dentro de um contexto social favorável ao seu aparecimento.
É relativa à repetição cuja frequência se tornou previsível em certas situações comunicativas.
Extraído de LÍNGUA PORTUGUESA, Revista. Ano 4. Número 54. São Paulo: Editora Segmento, 2010. p.51
De acordo com o texto, em relação à palavra clichê pode-se dizer que ela é um termo de origem: