///
Nossas mãos são asas para novos horizontes
Para esta semana, o filme em questão foi Mãos Talentosas. O filme conta a história do grande neurocirurgião Bem Carson, desde sua infância até o momento em que foi considerado e reconhecido como o melhor médico do mundo em sua especialidade.
Você deve ter se perguntado: É mais uma história de superação, baseada na vida real? Sim. É uma história fascinante que serve de inspiração para qualquer pessoa.
Ben, negro e pobre, tinha problemas na escola: além de brigas com colegas, seu rendimento escolar era preocupante. Sua mãe, uma analfabeta, e mãe solteira, criou sozinha os dois filhos na cidade americana de Detroit, não deixou-se entregar pelas circunstâncias da vida e sempre incentivou seus filhos a acreditarem em seus sonhos. E estudar, para ela, era a principal saída. Escondeu-se de seu filho que era analfabeta, sempre o auxiliando, à sua maneira, aos estudos.
Com isso, Benjamin Solomon Carson consegue ter mais êxito nos estudos chegando ao ponto de ser aceito em uma das mais prestigiadas faculdades dos Estados Unidos, devido às suas notas, ganhando uma bolsa de estudos para estudar na Universidade de Yale, cidade de New Haven, Estado de Connecticut.
Saiu de lá direto para o Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland, ocupando uma das duas vagas da bolsa-residência, para a qual concorriam vários candidatos. Lá chegou a alcançar o cargo de chefe da Neurocirurgia Pediátrica. O principal feito que marcou definitivamente sua vida foi a realização da primeira operação, na história da medicina, de separação de gêmeos siameses, em que os dois bebês sobreviveram. Foram 22 horas de cirurgia, e o que garantiu seu sucesso foi o procedimento inédito que o doutor aplicou: induzindo o coração dos bebês à hipotermia e, com o coração parado, não houve perda de sangue, dando chance para a reconstrução do sistema circulatório no cérebro de cada bebê.
O doutor Ben Carson é reconhecido mundialmente, chegando a ser premiado. Vale ressaltar que tudo isso foi resultado de seu próprio esforço, e, não podemos deixar de lado, o incentivo da mãe, pois tais atitudes desta o ajudaram a descobrir quem ele é e onde queria chegar.
O filme nos traz uma reflexão bem significativa: por mais que possa parecer distante o pico de uma montanha, não será impossível de alcançá-lo. Nossos sonhos nos rodeiam a todo instante, e, por mais que pareçam despercebidos, somos desafiados a buscá-los. São estes sonhos, que assim que acreditamos na possibilidade de torna-los reais, que passam a uma necessidade e um desejo, podemos dizer, até então, incontrolável de conquistá-los.
Vivemos em uma sociedade repleta de preconceitos, de desigualdade. E muitos, frente a essa situação, se entregam à falta de perspectiva, recolhendo-se à baixa autoestima. Gostaria de salientar que, à nossa volta, perpassam pessoas que são como a mãe de Ben. Estão sempre nos incentivando e acreditando em nossa capacidade. Pessoas estas que surgem na figura de nossos pais, professores, amigos, ou até um desconhecido ao nosso lado, no banco de um ônibus, ou até ainda, numa praça num dia qualquer. Basta deixar que nossos ouvidos ouçam e impulsionem nosso coração a querer agir. Assim, deixaremos nosso solo da insegurança e alçaremos voos até horizontes que pareciam utópicos, uma Atlântida talvez aos nossos olhos, mas que, neste agora, se faz verdadeiramente presente.
(MENDONÇA, Tulius)
Dos argumentos abaixo que justificam a eficácia do protagonista do filme, apenas um deles não condiz com essa afirmação. Assinale-o.