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Pudessem minhas mãos falar às tuas e dizer-lhes: sim, quero-te muito. Pudesse eu inundar-te de ternura e no silêncio ter-te, ampla e desnuda. Que eu não faria versos sobre mim, nem falaria em rosas, alma, lua. Pudesse o meu olhar adormecer-te, colher-te, fresca e firme, a forma viva. Que coisas não faria nesta vida? Que coisas não seria?
A fome de que trata o título: