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CONTINHO
Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, do sertão de Pernambuco. Na soalheira danada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho, quando passou um gordo vigário a cavalo e disse: — Você aí, menino, para onde vai esta estrada? — Ela não vai não, nós é que vamos nela. — Engraçadinho! Como você se chama? — Perguntou o vigário enfezado. — Eu não me chamo não — respondeu o moleque com ar maroto — os outros é que me chamam de Zé.
Texto de Carlos Drummond de Andrade, retirado da coleção Para Gostar de Ler, v. 1. São Paulo, Ática, 1991. (adaptação).
Após fazer as perguntas ao menino, como o vigário ficou?