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Como será o futuro? A imaginação nos leva a tantos pensamentos, porém ainda duvidosos com as possibilidades do que pode estar por vir. Na literatura, nas telas do cinema deparamos com suposições futurísticas que chegamos a duvidar ou até criticar. Entretanto muitos desses criadores usaram de suas criatividades imaginando invenções bem antes delas acontecerem.
O escritor Tawain previu a internet um século antes de ela existir. No conto “From the London Times of 1904”, ele descreve uma invenção baseada num aparelho capaz de usar uma rede enorme de linhas telefônicas para interligar o mundo. Júlio Verne, em um de seus romances, fala de uma espaçonave chamada Columbia que leva três astronautas ao espaço até chegar à lua. E isso ele imaginou em 1865 e veio ocorrer o fato em 1968. Os tripulantes da nave estelar Enterprise (1966) foram os primeiros a usar um aparelho do tipo “Bluetooth”, que só foi criado em 1994, abrindo caminho para os celulares. Os alimentos à base de soja quintuplicou a venda de 1996 a 2011. Entretanto em 1995, os Simpsons já mostravam essa realidade em seus episódios. Até a compra on-line, surgida em 1995, já havia sido imaginada em 1968. “Em vez de se acotovelar no meio da multidão, os compradores procuram eletronicamente as mercadorias em todas as lojas. (James Berry, 1968)”. (Pesquisa publicada na revista seleções).
E os “profetas atuais”, o que estão prevendo? O que estamos vendo nas telas de cinema, na literatura e outras artes? Os filmes têm trazido futuros catastróficos, apocalípticos, invadidos por zumbis, alienígenas, vírus incontroláveis. Será que nada mais irá avançar, ou será que estamos vivendo sem perspectiva, prevendo um futuro sem futuro? O avanço tecnológico já não tem surpreendido tanto e tem dado lugar na passarela para os conflitos internacionais, para violência desmedida, para a fome dilacerada, para indiferença entre os povos. Talvez esses sejam os motivos da educação estar caótica, da juventude desacreditada e da desigualdade social descontrolada.
Sonhar é o primeiro passo de uma conquista. O sonho só é possível quando se torna necessidade. Por isso podemos dizer que a necessidade é que nos faz realizar sonhos. Por mais que o que vemos nos noticiários, no disse me disse, queira nos desanimar, não devemos deixar de acreditar que algo novo pode acontecer. A nossa imaginação deve ser praticada como em um exercício numa academia. Os “músculos” da imaginação não devem ficar esquecidos e devem ser exercitados. Quando pensamos impulsionamos nossa perspectiva e olhamos à frente com olhos de quem sempre encontra uma saída. Quem sabe continuaremos a deparar com profetas do futuro nos trazendo uma esperança de um futuro mais promissor. (MENDONÇA, Tulius)
Ao utilizar no 2º parágrafo exemplos de pessoas que imaginaram o futuro, subentende-se que: