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No dia 11 de setembro de 2001, a longa guerra da Jihad contra o McMundo culminou num ataque aterrorizantemente inédito e absolutamente assustador ao templo da livre empresa na cidade de Nova York e à catedral do poder militar americano em Washington. Ao derrubar as torres gêmeas do World Trade Center e destruir uma ala do Pentágono com diabólicas bombas humanas, os guerreiros jihadianos inverteram a dinâmica da luta entre Jihad e McMundo, escrevendo uma nova página numa história ainda em andamento. Até então, o avanço aparentemente inelutável da história em direção a uma pós-modernidade complacente parecia estar favorecendo o triunfo final do McMundo – uma vitória histórica das instituições do livre mercado e do materialismo tão diligentemente comercializado e tão ambiciosamente secularista do McMundo. Hoje, o resultado do confronto entre o futuro e a reação radical que lhe é oposta já não parece tão certo. No momento em que o mundo entra numa nova etapa de guerra subterrânea contra um inimigo invisível, o choque entre Jihad e McMundo volta a ter uma contundente relevância se quisermos entender por que a resposta moderna ao terror não pode ser exclusivamente militar ou tática, devendo contemplar um compromisso com a democracia e a justiça, ainda quando estas se apresentarem numa relação de tensão com o compromisso de expansionismo cultural e mercados globais. Se quisermos que tenha êxito, a guerra contra o terrorismo terá também de ser uma guerra pela justiça, e não apenas no sentido conferido à expressão pelo presidente George W. Bush em seu discurso no Congresso. (BARBER, Benjamin in Jihad x McMundo. São Paulo: Record, 2003, p. 11).
De acordo com o autor, a expressão “McMundo” pode ser compreendida como sendo: