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O assistente social, ao atuar na intermediação entre demandas da população usuária e o acesso aos serviços sociais, coloca-se na linha de intersecção das esferas pública e privada como um dos agentes pelo qual o Estado intervém no espaço doméstico dos conflitos, presentes no cotidiano das relações sociais. Tem-se aí uma dupla possibilidade. De um lado, a atuação do assistente social pode representar uma “invasão de privacidade” através de condutas autoritárias e burocráticas. De outro lado, ao desvelar a vida dos indivíduos pode, em contrapartida: