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Leia o fragmento abaixo: “No Brasil, foram necessárias as lutas sindicais do início do século XX, a criação das caixas de aposentadoria e pensões, Vargas e a Revolução de 30 para que começasse a se esboçar os rudimentos, para o proletariado urbano, algum sistema estatal de proteção social. Vargas, em um de seus primeiros discursos depois da vitória da Revolução afirmava: ‘Não se pode negar a existência da questão social no Brasil, como um dos problemas que terão de ser encarados com seriedade pelos poderes públicos. Se o nosso protecionismo favorece os industriais, em proveito da fortuna privada, corre-nos, também, o dever de acudir ao proletário com medidas que lhe assegurem relativo conforto e estabilidade e o amparem nas doenças como na velhice. A atividade das mulheres e dos menores, nas fábricas e em estabelecimentos comerciais, está em todas as nações cultas subordinada a condições especiais que, entre nós, até agora, infelizmente se desconhecem. Tanto o proletário urbano como o rural necessitam de dispositivos tutelares, aplicáveis a ambos, ressalvadas as respectivas peculiaridades. Tais medidas devem compreender a instrução, educação, higiene, alimentação, habitação, a proteção às mulheres, às crianças, à invalidez e à velhice; o crédito, o salário, e, até, o recreio, como os desportos e a cultura artística. É tempo de se cogitar da criação de escolas agrárias e técnico-industriais, da higienização das fábricas e usinas, saneamento dos campos, construção de vilas operárias, aplicação da lei de férias, lei do salário mínimo, cooperativa de consumo etc.’ (Vargas, 1930, apud Oliveira, 1985: 137).” (NORONHA, José Carvalho de. Os rumos do Estado brasileiro e o SUS: a seguridade social como politica pública da sociedade e Estado. In: Saude e sociedade, v.14, n.2, São Paulo, maio/ago, 2005. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902005000200004&lng=pt&nrm=iso, acessado em 17 de junho de 2018)
Sobre a Era Vargas, é incorreto afirmar: