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Não é exagero afirmar que a história do município de Vila Bela da Santíssima Trindade guarda a essência da memória de Mato Grosso e do Brasil, não só pelas belezas e riquezas da região, mas pela determinação das pessoas que povoaram a localidade e mantiveram as fronteiras brasileiras. (i) A memória está representada pelas ruínas da Catedral da Santíssima Trindade, erguida em 1771, a atual sede da Prefeitura de Vila Bela, onde foi instalada o quartel militar, os fortes militares e os marcos dos tratados da região, como o de Jauru (que está em Cáceres), as sedes das fazendas históricas e as comunidades quilombolas. (ii) A atração cultural e turística, nos dias atuais, pelas festas do Congo, da dança do Chorado, nas comemorações religiosas que misturam a cultura europeia, africana e indígena, lembram os primórdios da História Brasileira. (iii) A resistência dos escravos e a formação de quilombos, durante a colonização portuguesa, já demonstravam o desejo da liberdade, igualdade racial, social e luta pelos direitos humanos. (iv) Vila Bela foi escolhida especialmente para a instalação da primeira capital mato-grossense, com projeto elaborado em Portugal. Pode ser considerada uma das primeiras cidades planejadas do país. (v) Capital de Mato Grosso de 1752 a 1820, Vila Bela da Santíssima Trindade teve grande destaque político e econômico, garantindo a expansão e preservação do território fronteiriço. A partir de 1820, dividiu com Cuiabá a administração provincial. Em 1835, a capital de Mato Grosso passa a ter sede em Cuiabá.
É verdadeiro o que se apresenta nos itens: