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“Em 1898, Ronald Ross (1857-1932) desvendou o ciclo do parasita da malária das aves no Culex; no ano seguinte, Giovanni Battista Grassi (1854-1925), Amico Bignami (1862-1919) e Giuseppe Bastinelli revelaram o do parasita da malária humana em mosquitos do gênero Anopheles. Imediatamente levantou-se a hipótese de que mosquitos cumprissem idêntico papel na febre amarela [Delaporte, 1989; Stepan, 1978, p. 397-423), cujo diagnóstico clínico com frequência se confundia com o das febres causadas pelo protozoário descoberto vinte anos antes por Charles Alphonse Louis Laveran (1845-1922).” (Benchimol, J.L. Bacteriologia e medicina tropical britânicas: uma incursão a partir da Amazônia (1900-1901), 2011]. O texto faz menção de algumas etiologias, cujos hospedeiros intermediários são artrópodes. Hodiernos, o Brasil vive o maior surto de febre amarela em 14 anos. Até o dia 24 de janeiro de 2018, já foram confirmados 70 casos da doença, com 40 mortes e outros 364 casos sob investigação. Nesse cenário, muitas pessoas desinformadas, por medo do contágio da febre amarela, acabam por matar os macacos, por entenderem que estes podem causar riscos à população. A fim de informar corretamente às pessoas sobre a doença, pode-se dizer que o agente etiológico da febre amarela é um: