Durante toda a República da Espada, a base governamental foram as oligarquias agrárias, responsáveis pelo fim da monarquia. O poder dos militares foi minado aos poucos e, por fim, sucumbiu à força política dos republicanos, os chamados barões do café de São Paulo e do leite, os pecuaristas de Minas Gerais. Assim, com a instituição de eleições diretas, o cafeicultor paulista Prudente de Morais foi eleito Presidente da República, encerrando a intervenção e dando início à "política do café com leite", que norteou o restante da República Velha, até 1930. Essa tratava-se de um arranjo político envolvendo as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais e o governo central, no sentido de controlar o processo sucessório, para que somente políticos desses dois estados fossem eleitos à presidência de modo alternado. Tal acordo político só viria a ser quebrado na eleição presidencial de 1930 quando o presidente em exercício, Washington Luís, impôs que o candidato à presidência apoiado pelo seu governo quebrasse a regra da alternância, o que acabou por resultar na Revolução de 1930.