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O brasileiro é um pecador incontrolável. Famoso pelo “jeitinho” com que lida com temas delicados, pelo já crônico desrespeito às instituições e tido como “corpo mole”, ele comete diariamente “pecados” que já se tornaram folclore [...].
Uma espécie de síntese de todos os “pecados”, o jeitinho brasileiro presta-se à interpretação em vários níveis. Apesar de veementemente repudiado pela publicitária Christina Carvalho Pinto, vice-presidente nacional de criação da Norton Publicidade, encarregada de criar anúncio para o tema, o jeitinho é interpretado de forma mais branda por antropólogos e sociólogos, que, apesar de se dizerem contra essa forma de interferência, não são tão rígidos ao condená-la.
“Sou a favor da luta pela cidadania sem jeitinhos, mas em algumas questões esse jeitinho ameniza uma situação difícil”, afirma o antropólogo Edward MacRae. Opinião que certamente contraria o que pensa Christina Carvalho Pinto: “Por trás do jeitinho está insinuado todo o processo de corrupção que assola o país”.
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