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Mulher, 80 anos, branca, aposentada, procedente de São Paulo, com antecedente pessoal de hipertensão arterial, artrose difusa e insônia. Deu entrada no pronto-socorro com queixa de mal-estar, perda ponderal de 10 kg nos últimos 15 dias associada ao quadro de anorexia, fraqueza, náuseas, vômitos, episódios isolados de palpitações e adinamia. Havia procurado atendimento duas vezes, nas últimas duas semanas. Na primeira vez, teve alta após administração de polivitamínico em razão da queixa de fraqueza. Com a persistência dos sintomas, voltou ao pronto-socorro. Após coleta de exames, foi observada insuficiência renal, e a paciente foi internada para investigação. No exame inicial, PA 140 × 80 mmHg, peso 87 kg e FC 75 bpm. Eletrocardiograma normal e radiografia de tórax sem alterações significativas. Após coleta de exames, foram confirmadas disfunção renal e hipercalcemia grave; ureia 92 mg/dL, creatinina 3,5 mg/dL, cálcio ionizável 2,02 mmol/L, albumina 3,7 g/dL. Iniciada hidratação com soro fisiológico 500 mL de 6/6 horas (via endovenosa), além de furosemida (uma ampola de 6/6 horas). A hipercalcemia foi controlada somente com a administração de ácido zoledrônico. Durante sua internação, investigamos a presença de lise óssea, mieloma múltiplo, hiperparatireoidismo. Tais exames revelaram se normais. Foi identificado que a paciente fazia uso de uma medicação prescrita há cerca de 10 anos para dor crônica, sequela de osteoartrose grave, mas que não havia sido relatada, pois a paciente não achava que era importante, por julgar ser composta de “produtos naturais”. A medicação consistia em ginkgo biloba 80 mg + colágeno tipo II 40 mg + sulfato de glicosamina 1,5 g + vitamina D 2000 UI, para ser tomada uma vez por dia. Caso clínico adaptado de: Geriatr Gerontol Aging. 2019;13(3):173-6. De acordo com a descrição do caso, qual a causa da hipercalcemia da paciente?