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Filhas da Terra: saúde diferenciada do Povo Kaimbé do Nordeste Por Vandreza Amante O Território Kaimbé é marcado por um processo histórico intenso de colonização e ocupação. O povo Kaimbé é um grupo que reivindicou a demarcação do território pela autodenominação como indígena. A partir do século XVII os Kaimbé foram perseguidos pelos jesuítas para a expansão territorial da Colônia e a formação da Missão Jesuítica do Massacará. A retomada da terra se iniciou na década de 1980, quando as lideranças indígenas Kaimbé e Kiriri reivindicaram que uma área pertencente à fazenda Mirandela fosse demarcada como indígena. Apesar do conflito instalado, o Governo Federal regularizou a situação fundiária a partir da organização coletiva dos grupos indígenas.
Segundo dados da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), os povos indígenas estão presentes tanto na área rural quanto na área urbana, sendo que cerca de 61% dos indígenas estão concentrados na área rural. Estima-se que atualmente no território brasileiro estão presentes 305 etnias, falantes de mais de 274 línguas diferentes. O censo IBGE 2010 demonstrou que cerca de 17,5% da população indígena não fala a língua portuguesa num total de 817.963 pessoas. Destes, 315.180 vivem em áreas urbanas e 502.783 em áreas rurais. Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), na América Latina vivem cerca de 45 milhões de indígenas em 826 povos que representam 8,3% da população.
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