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Até 1880, em cerca de 80% do seu território, a África era governada por seus próprios reis, rainhas, chefes de clãs e de linhagens, em impérios, reinos, comunidades e unidades políticas de porte e natureza variados. No entanto, nos trinta anos seguintes, assistiu-se a uma transmutação extraordinária, para não dizer radical, dessa situação. Em 1914, com exceção da Etiópia e da Libéria, a África inteira estava submetida à dominação de potências europeias e dividida em colônias de dimensões diversas, mas de modo geral, muito mais extensas do que as formações políticas preexistentes e, muitas vezes, com pouca ou nenhuma relação com elas.
As conferências de Bandung e de Belgrado foram marcos no movimento dos países não aliados e na formulação do conceito de Terceiro Mundo. As principais preocupações desse bloco de países incluíam a economia, a comunicação e o combate ao racismo e ao neocolonialismo. A despeito de esse bloco apresentar uma alternativa ao mundo bipolarizado, a participação de Cuba levou-o a aproximar-se do campo socialista já na conferência de Belgrado.