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Por mais que se escoem coisas para a lata do lixo, clipes, cãibras, suores, restos do dia prolixo, por mais que a mesa imponha o frio irrevogável do aço, combatendo o que em mim contenha a linha flexível de um abraço, sei que um murmúrio clandestino circula entre o rio de meus ossos: janelas para um mar-abrigo de marasmos e destroços. Na linha anônima do verso aposto no oposto de meu sim, apago o nome e a memória num Antônio antônimo de mim.
Em relação ao poema acima, julgue (C ou E) o item a seguir.
Para reforçar as noções do combate contra si mesmo e da consciência de “um murmúrio clandestino” (v.9), o autor evita a utilização de rimas.