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Por mais que se escoem coisas para a lata do lixo, clipes, cãibras, suores, restos do dia prolixo, por mais que a mesa imponha o frio irrevogável do aço, combatendo o que em mim contenha a linha flexível de um abraço, sei que um murmúrio clandestino circula entre o rio de meus ossos: janelas para um mar-abrigo de marasmos e destroços. Na linha anônima do verso aposto no oposto de meu sim, apago o nome e a memória num Antônio antônimo de mim.
Em relação aos textos I e II, julgue (C ou E) o item a seguir.
Há comparação entre o trecho “eu pelo menos tinha o ‘não’, tinha o meu oposto”, nas linhas 19 e 20 do texto I, e o verso 14 do texto II: “aposto no oposto de meu sim”; verifica-se que ambos os autores exploram aspectos e contingências de uma dimensão contrária ao ser ou a ele contraditória.