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Por mais que se escoem coisas para a lata do lixo, clipes, cãibras, suores, restos do dia prolixo, por mais que a mesa imponha o frio irrevogável do aço, combatendo o que em mim contenha a linha flexível de um abraço, sei que um murmúrio clandestino circula entre o rio de meus ossos: janelas para um mar-abrigo de marasmos e destroços. Na linha anônima do verso aposto no oposto de meu sim, apago o nome e a memória num Antônio antônimo de mim.
Em relação aos textos I e II, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na comparação entre os textos I e II, percebe-se que o poeta descarta “clipes, cãibras, suores, / restos do dia prolixo” (v.3 e v.4), ao passo que a ficcionista conserva “uma aspa à esquerda e outra à direita” (R.4), o que demonstra que, com relação a bens materiais, os dois autores expressam atitudes diferentes.