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Durante muitos anos a comunicação interna foi determinada e direcionada para o público interno das instituições englobando diretorias, gerências e funcionários, buscando informar e compor os diversos segmentos desse público aos objetivos e benefícios organizacionais. Atualmente, podemos delinear a comunicação interna como o conjunto de ações que a instituição coordena com o objetivo de ouvir, informar, mobilizar, educar e manter coesão interna em torno de valores que precisam ser reconhecidos e compartilhados por todos e que podem contribuir para a construção da boa imagem pública. A comunicação no interior das organizações opera por meio de quatro fluxos (CURVELLO, 2012).
Assinale a alternativa INCORRETA quanto a nomenclatura dos fuxos.
Segundo Utchnitel, “a coletiva de imprensa é muito utilizada nas situações em que o fato a ser comunicado pela empresa possa causar verdadeiro impacto na sociedade, em comunidades locais ou, ainda, em determinado setor. Isso acontece porque, nesse caso, a notícia interessará a um grande número e variedade de meios de comunicação” (2007, p. 113-132).
Assim, esse tipo de estratégia é mormente útil, quando há necessidade de agregar jornalistas de veículos variados ao mesmo tempo para transmitir notícias relevantes e de interesse público imediato.
Analise as preposições acerca da organização da coletiva de imprensa e atribua valores VERDADEIRO (V) ou FALSO (F).
( ) A convocação de coletivas não precisa ser criteriosa e limitar-se em situações em que o tema seja extraordinário e realmente de interesse público.
( ) Para divulgar a entrevista, o assessor redigirá um release convocação com um resumo do assunto e os dados essenciais do encontro: data, local, horário, entrevistado, eventuais credenciamentos e importância da coletiva.
( ) No local da realização da coletiva de imprensa, não é conveniente que exista, estrutura para recepção e credenciamento dos jornalistas, uma sala de imprensa com telefone, serviço de Wi-Fi, impressora e tomadas suficientes.
( ) A abertura da coletiva normalmente é feita pelo assessor de imprensa, que clarifica como a entrevista será realizada como sequência das apresentações, o tempo destinado às perguntas e o modo como serão feitas.
( ) Durante a coletiva, o entrevistado não deve ter pleno conhecimento e domínio da notícia a ser transmitida, mas deve estar preparado para responder perguntas diferentes das que foram planejadas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Segundo a NBC TG 16 (R2) Estoques: “O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação, bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais”. Verifique quais os itens abaixo compõem o custo de aquisição de estoques, e assinale a alternativa correta.
I. mão-de-obra direta;
II. preço de compra;
III. impostos de importação e outros tributos (exceto os recuperáveis perante o fisco);
IV. custos de transporte, seguro e manuseio;
V. outros diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços;
Assinale a alternativa correta:
Texto
Estátuas
(Luis Fernando Veríssimo)
Há uma estátua do Carlos Drummond de Andrade sentado num banco da praia de Copacabana, uma estátua do Fernando Pessoa sentado em frente ao café “A Brasileira” em Lisboa, uma estátua do Mario Quintana sentado num banco da Praça da Alfandega de Porto Alegre. Salvo um cataclismo inimaginável, as três estátuas jamais se encontrarão. Mas, e se se encontrassem?
- Uma estátua é um equívoco em bronze – diria o Mario Quintana, para começar a conversa.
- Do que nos adianta sermos eternos, mas imóveis? – diria Drummond.
Pessoa faria “sim” com a cabeça, se pudesse mexê-la. E acrescentaria:
- Pior é ser este corpo duro sentado num lugar duro. Eu trocaria a eternidade por uma almofada.
- Pior são as câimbras – diria Drummond.
- Pior são os passarinhos – diria Quintana.
- Fizeram estátuas justamente do que menos interessa em nós: nossos corpos mortais.
- Justamente do nosso exterior. Do que escondia a poesia.
- Do que muitas vezes atrapalhava a poesia.
- Espera lá, espera lá – diz Drummond. – Minha poesia também vinha do corpo. Minha cara de padre era um disfarce para a sensualidade. Minha poesia dependia do corpo e dos seus sentidos. E o sentido que mais me faz falta, aqui em bronze, é o do tato. Eu daria a eternidade para ter de volta a sensação na ponta dos meus dedos. Pessoa:
- O corpo nunca ajudou minha poesia. Eu e meus heterônimos habitávamos o mesmo corpo, com a sua cara de professor de geografa, mas não nos envolvíamos com ele. Nossa poesia era à revelia dele. E fizeram a estátua do professor de geografa. Quintana:
- Pra mim, o corpo não era nem inspiração nem receptáculo. Acho que já era minha estátua, esperando para se livrar de mim.
***
- Pessoa – diria Drummond -, estamos há meia hora com você na mesa do Chiado, e você não nos ofereceu nem um cafezinho.
- Não posso – responderia Pessoa. – Não consigo chamar o garçom. Não consigo me mexer. Muito menos estalar os dedos.
- Nós também não...
- Não posso reagir quando sentam à minha volta para serem fotografados, ou retribuir quando me abraçam, ou espantar as crianças que me chutam, ou protestar quando um turista diz “Olha o Eça de Queiroz”...
- Em Copacabana é pior – diria Drummond. – Fico de costas para a praia, só ouvindo o ruído do mar e o tintilar das mulheres, sem poder me virar...
- Pior, pior mesmo – diria Quintana – é estar cheio de poemas ainda não escritos e não poder escrevê-los, nem em cima da perna.
Os três concordam: o pior é serem poetas eternos, monumentos de bronze à prova de agressões do tempo, fora poluição e vandalismo – e não poderem escrever nem sobre isto. As estátuas de poeta são sucata de poesia.
E ficaram os três, desolados e em silêncio, até um turista apontá-los para a mulher e dizer:
- O do meio eu não sei mas os outros dois são o Carlos Gardel e o José Saramago.