Ícone Questionei
QuestõesDisciplinasBancasDashboardSimuladosCadernoRaio-X
Logo Questionei

Links Úteis

  • Início
  • Questões
  • Disciplinas
  • Simulados

Legal

  • Termos de Uso
  • Termos de Adesão
  • Política de Privacidade

Disciplinas

  • Matemática
  • Informática
  • Português
  • Raciocínio Lógico
  • Direito Administrativo

Bancas

  • FGV
  • CESPE
  • VUNESP
  • FCC
  • CESGRANRIO

© 2026 Questionei. Todos os direitos reservados.

Feito com ❤️ para educação

Logo Questioneiquestionei.com
  1. Início/
  2. Questões

Questões

Explore as questões disponíveis e prepare-se para seus estudos!

Filtros

Disciplina
Tema
Cargo
Dificuldade
Banca
Ano
Organização

Excluir questões:

Filtrar por:

Seus filtros aparecerão aqui.

10 por página

1

457941201951119
Ano: 2018Banca: IDECANOrganização: Câmara de Araguari - MGDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Semântica Contextual | Análise Textual
Texto associado

                                              TEXTO I

                                             Meu valor


      Como todo homem tem seu preço e a corrupção é o que mais dá dinheiro no Brasil, hoje, decidi calcular o meu valor para o caso de quererem me comprar. É bom ter o nosso preço na ponta da língua e sempre atualizado, pois – para usar a frase-lema do Brasil dos nossos dias – nunca se sabe.

      Nossa autoavaliação deve ser objetiva. Costumamos nos dar mais valor do que realmente temos e há o perigo de, por uma questão de amor próprio, nos colocarmos fora do mercado. Também tendemos a valorizar coisas que, no mundo eminentemente prático da corrupção, não valem muito, como bons hábitos de higiene e a capacidade de mexer as orelhas. O que vale é o que podemos oferecer para o lucro imediato de quem nos comprar.

      As pessoas se queixam da falta de ética no Brasil e não se dão conta de que isso se deve à pouca oportunidade que o brasileiro comum tem de escolher ser ético ou não. Eu tenho tanto direito a ser corrupto quanto qualquer outro cidadão, mas não tenho oportunidade de sequer ouvir uma proposta para decidir se aceito. A corrupção continua ao alcance apenas de uns poucos privilegiados. Por que só uma pequena casta pode decidir se vai ter um comportamento ético enquanto a maioria permanece condenada à ética compulsória, por falta de alternativas? Quando me perguntam se sou ético, a única resposta que posso dar é a mesma que dou quando me perguntam se gosto do vinho Chateau Petrus: não sei. Nunca provei.

      Quem me comprar pode não lucrar com minhas conexões no governo ou com o conteúdo, inclusive, dos meus bolsos. Mas e o casco? Quanto me dão pelo vasilhame? Pagando agora eu garanto a entrega do corpo na hora da minha morte, com os sapatos de brinde. Tenho muitos anos de uso, mas todos os sistemas em razoável estado de conservação, precisando apenas de alguns ajustes das partes que se deterioraram com o tempo. Meus cabelos são poucos, mas os que ficaram são da melhor qualidade, do contrário não teriam ficado. Não dão para uma peruca inteira, mas ainda dão para um bom bigode.

      Meu cérebro, vendido à ciência, daria para alimentar vários ratos de laboratório durante semanas. Prejudicaria um pouco seu desempenho no labirinto, mas em compensação eles saberiam toda a letra do bolero No Sé Tú. Minhas entranhas dariam um bom preço em qualquer feira de órgãos usados, dependendo, claro, do poder de persuasão do leiloeiro (“Leve um sistema cardiovascular e eu incluo uma caixa de Isordil!”). Meu apêndice, por exemplo, nunca foi usado.

      Tudo calculado, descontada a depreciação, devo estar valendo aí uns, deixa ver… Mas é melhor não me anunciar. Vai que aparece um corruptor em potencial e eu descubra que não só não valho nada como estou lhe devendo.

                                                                          Luís Fernando Veríssimo

http://contobrasileiro.com.br/meu-valor-cronica-de-luis-fernando-verissimo/

Em “Por que só uma pequena casta pode decidir se vai ter um comportamento ético enquanto a maioria permanece condenada à ética compulsória, por falta de alternativas?”, o termo “compulsória” foi empregado com o mesmo sentido de
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
Reportar erro

2

457941201064680
Ano: 2018Banca: IDECANOrganização: Câmara de Araguari - MGDisciplina: Comunicação SocialTemas: Assessoria de Imprensa | Comunicação Corporativa | Ferramentas de Comunicação | Comunicação Integrada
Uma das principais funções do assessor de imprensa (AI) é aproximar profissionais que atuam em meios de comunicação à realidade das organizações/empresas, com notícias e, principalmente, informações de interesse público. É impossível para os meios de comunicação ficarem sabendo de tudo o que ocorre em entidades privadas e organismos governamentais sem a ajuda de um Assessor de Imprensa. Porém, para o Assessor de Imprensa poder estabelecer relações sólidas e confiáveis, com os meios de comunicação e seus agentes, com o objetivo de se tornar fonte de informação respeitada e requisitada, deve fazer uso de meios de ferramentas específicos da área. Assinale os meios e ferramentas que devem ser utilizados pelo AI.
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
Reportar erro

3

457941200238548
Ano: 2018Banca: IDECANOrganização: Câmara de Araguari - MGDisciplina: Comunicação SocialTemas: Editorial | Nota e Notícia | Televisão Digital | Entrevista | Gêneros e Formatos de Jornalismo | Texto Jornalístico | Convergência Midiática | Mídias e Linguagens | Mídia Audiovisual | Reportagem | Pauta Jornalística | Jornalismo Digital | Estudos Cinematográficos | Produção de Áudio | Coluna e Comentário | Fotografia e Imagem Digital | Jornalismo Informativo
Os principais e mais usados gêneros jornalísticos adotados na imprensa, no rádio, na televisão e na webjornalismo são: informativo, interpretativo, opinativo e de entretenimento. O primeiro é caracterizado por uma produção textual com informações que visam esclarecer a sociedade sobre algo que ocorreu ou está sendo debatido. O segundo possuem uma natureza analítica. O terceiro busca a persuasão e a estrutura da mensagem é determinada por variáveis controladas pela instituição jornalística e o quarto visa à satisfação pessoal e boa disposição e também pode ser uma forma de desenvolvimento cultural e intelectual. Faz parte do gênero informativo:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
Reportar erro

4

457941201639944
Ano: 2018Banca: IDECANOrganização: Câmara de Araguari - MGDisciplina: Comunicação SocialTemas: Comunicação Empresarial | Comunicação Corporativa | Comunicação Institucional | Comunicação Integrada | Assessoria Pública e Privada | Comunicação Organizacional | Comunicação Interna | Assessoria de Imprensa | Tipologia Organizacional
A informação é essencial para qualquer organização. Sem informação, organização alguma sobrevive e, para tanto, a presença de uma assessoria de comunicação social é o primeiro passo para a organização se posicionar na sociedade, a começar pelos funcionários/servidores. Porém, não basta sustentar uma excelente estrutura de comunicação e esquecer questões básicas, no âmbito interno. São formas e meios fundamentais de comunicação do Assessor de Imprensa para com o público interno:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
Reportar erro

5

457941201759491
Ano: 2018Banca: IDECANOrganização: Câmara de Araguari - MGDisciplina: Matemática: Fundamentos e AplicaçõesTemas: Progressão Aritmética | Progressões Matemáticas | Progressão Geométrica

Considere a sequência (an) = (2,3,1, -2,...), n ∈ N* com 82 termos, cuja fórmula de recorrência é:


an = an-1 - an-2


O último termo dessa sequência é:

Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
Reportar erro

6

457941200126023
Ano: 2018Banca: IDECANOrganização: Câmara de Araguari - MGDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Emprego da Vírgula | Pontuação
Texto associado

                                              TEXTO I

                                             Meu valor


      Como todo homem tem seu preço e a corrupção é o que mais dá dinheiro no Brasil, hoje, decidi calcular o meu valor para o caso de quererem me comprar. É bom ter o nosso preço na ponta da língua e sempre atualizado, pois – para usar a frase-lema do Brasil dos nossos dias – nunca se sabe.

      Nossa autoavaliação deve ser objetiva. Costumamos nos dar mais valor do que realmente temos e há o perigo de, por uma questão de amor próprio, nos colocarmos fora do mercado. Também tendemos a valorizar coisas que, no mundo eminentemente prático da corrupção, não valem muito, como bons hábitos de higiene e a capacidade de mexer as orelhas. O que vale é o que podemos oferecer para o lucro imediato de quem nos comprar.

      As pessoas se queixam da falta de ética no Brasil e não se dão conta de que isso se deve à pouca oportunidade que o brasileiro comum tem de escolher ser ético ou não. Eu tenho tanto direito a ser corrupto quanto qualquer outro cidadão, mas não tenho oportunidade de sequer ouvir uma proposta para decidir se aceito. A corrupção continua ao alcance apenas de uns poucos privilegiados. Por que só uma pequena casta pode decidir se vai ter um comportamento ético enquanto a maioria permanece condenada à ética compulsória, por falta de alternativas? Quando me perguntam se sou ético, a única resposta que posso dar é a mesma que dou quando me perguntam se gosto do vinho Chateau Petrus: não sei. Nunca provei.

      Quem me comprar pode não lucrar com minhas conexões no governo ou com o conteúdo, inclusive, dos meus bolsos. Mas e o casco? Quanto me dão pelo vasilhame? Pagando agora eu garanto a entrega do corpo na hora da minha morte, com os sapatos de brinde. Tenho muitos anos de uso, mas todos os sistemas em razoável estado de conservação, precisando apenas de alguns ajustes das partes que se deterioraram com o tempo. Meus cabelos são poucos, mas os que ficaram são da melhor qualidade, do contrário não teriam ficado. Não dão para uma peruca inteira, mas ainda dão para um bom bigode.

      Meu cérebro, vendido à ciência, daria para alimentar vários ratos de laboratório durante semanas. Prejudicaria um pouco seu desempenho no labirinto, mas em compensação eles saberiam toda a letra do bolero No Sé Tú. Minhas entranhas dariam um bom preço em qualquer feira de órgãos usados, dependendo, claro, do poder de persuasão do leiloeiro (“Leve um sistema cardiovascular e eu incluo uma caixa de Isordil!”). Meu apêndice, por exemplo, nunca foi usado.

      Tudo calculado, descontada a depreciação, devo estar valendo aí uns, deixa ver… Mas é melhor não me anunciar. Vai que aparece um corruptor em potencial e eu descubra que não só não valho nada como estou lhe devendo.

                                                                          Luís Fernando Veríssimo

http://contobrasileiro.com.br/meu-valor-cronica-de-luis-fernando-verissimo/

As vírgulas empregadas no período “Tudo calculado, descontada a depreciação, devo estar valendo aí uns” foram necessárias para
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
Reportar erro

7

457941200840254
Ano: 2018Banca: IDECANOrganização: Câmara de Araguari - MGDisciplina: Informática BásicaTemas: Sistemas Operacionais
Com relação ao sistema operacional MS-DOS, marque a opção INCORRETA.
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
Reportar erro

8

457941201684550
Ano: 2018Banca: IDECANOrganização: Câmara de Araguari - MGDisciplina: Legislação Municipal (Minas Gerais)Temas: Lei Orgânica Municipal de Araguari | Legislação Municipal de Araguari

A Lei Orgânica do Município de Araguari – MG, no título III, art. 86, diz que a política de pessoal obedecerá as seguintes diretrizes:


I. Valorização e dignificação da função pública e do servidor público.

II. Profissionalização e aperfeiçoamento do servidor público.

III. Remuneração compatível com as responsabilidades das tarefas, independente da escolaridade comprovada pelo servidor.

IV. Sistema de mérito objetivamente apurado, para o ingresso no serviço e desenvolvimento na carreira.


Está(ão) correta(s) a(s) alternativas:

Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
Reportar erro

9

457941200703946
Ano: 2018Banca: IDECANOrganização: Câmara de Araguari - MGDisciplina: Comunicação SocialTemas: Propriedade Intelectual em Comunicação Social | Regulamentação em Comunicação Social
A lei que rege os direitos autorais sobre a imagem, no Brasil, é a de número 9.610/98. Ela confere proteção moral e patrimonial aos autores de obras intelectuais. Como obras intelectuais, de acordo com a lei, são: textos, obras dramáticas, composições musicais, fotografias, dentre outros. Não são obras que possuem direitos autorais:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
Reportar erro

10

457941201348036
Ano: 2018Banca: IDECANOrganização: Câmara de Araguari - MGDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Texto associado

                                              TEXTO I

                                             Meu valor


      Como todo homem tem seu preço e a corrupção é o que mais dá dinheiro no Brasil, hoje, decidi calcular o meu valor para o caso de quererem me comprar. É bom ter o nosso preço na ponta da língua e sempre atualizado, pois – para usar a frase-lema do Brasil dos nossos dias – nunca se sabe.

      Nossa autoavaliação deve ser objetiva. Costumamos nos dar mais valor do que realmente temos e há o perigo de, por uma questão de amor próprio, nos colocarmos fora do mercado. Também tendemos a valorizar coisas que, no mundo eminentemente prático da corrupção, não valem muito, como bons hábitos de higiene e a capacidade de mexer as orelhas. O que vale é o que podemos oferecer para o lucro imediato de quem nos comprar.

      As pessoas se queixam da falta de ética no Brasil e não se dão conta de que isso se deve à pouca oportunidade que o brasileiro comum tem de escolher ser ético ou não. Eu tenho tanto direito a ser corrupto quanto qualquer outro cidadão, mas não tenho oportunidade de sequer ouvir uma proposta para decidir se aceito. A corrupção continua ao alcance apenas de uns poucos privilegiados. Por que só uma pequena casta pode decidir se vai ter um comportamento ético enquanto a maioria permanece condenada à ética compulsória, por falta de alternativas? Quando me perguntam se sou ético, a única resposta que posso dar é a mesma que dou quando me perguntam se gosto do vinho Chateau Petrus: não sei. Nunca provei.

      Quem me comprar pode não lucrar com minhas conexões no governo ou com o conteúdo, inclusive, dos meus bolsos. Mas e o casco? Quanto me dão pelo vasilhame? Pagando agora eu garanto a entrega do corpo na hora da minha morte, com os sapatos de brinde. Tenho muitos anos de uso, mas todos os sistemas em razoável estado de conservação, precisando apenas de alguns ajustes das partes que se deterioraram com o tempo. Meus cabelos são poucos, mas os que ficaram são da melhor qualidade, do contrário não teriam ficado. Não dão para uma peruca inteira, mas ainda dão para um bom bigode.

      Meu cérebro, vendido à ciência, daria para alimentar vários ratos de laboratório durante semanas. Prejudicaria um pouco seu desempenho no labirinto, mas em compensação eles saberiam toda a letra do bolero No Sé Tú. Minhas entranhas dariam um bom preço em qualquer feira de órgãos usados, dependendo, claro, do poder de persuasão do leiloeiro (“Leve um sistema cardiovascular e eu incluo uma caixa de Isordil!”). Meu apêndice, por exemplo, nunca foi usado.

      Tudo calculado, descontada a depreciação, devo estar valendo aí uns, deixa ver… Mas é melhor não me anunciar. Vai que aparece um corruptor em potencial e eu descubra que não só não valho nada como estou lhe devendo.

                                                                          Luís Fernando Veríssimo

http://contobrasileiro.com.br/meu-valor-cronica-de-luis-fernando-verissimo/

Na crônica de Luís Fernando Veríssimo, o autor usa um tom irônico e sarcástico para criticar, principalmente:
Gabarito comentado
Anotações
Marcar para revisão
Reportar erro
Logo Questioneiquestionei.com