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1

457941201369166
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: CORE-RODisciplina: Raciocínio Lógico e QuantitativoTemas: Lógica de Argumentação: Diagramas e Operadores Lógicos

Considere as seguintes sentenças: 



  • • Algumas pessoas moram em casas e outras em apartamentos. 

  • • Algumas pessoas têm animais de estimação.

  • • Arthur mora em uma casa. 

  • • Todos que têm animais de estimação moram em uma casa.



Admitindo que as sentenças sejam verídicas, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. 



( ) Arthur, por morar em uma casa, com certeza tem um animal de estimação.


( ) Existem pessoas que têm animais de estimação e moram em apartamento.


( ) É possível que algumas pessoas morem em uma casa e não tenham animais de estimação. 



A sequência está correta em  

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2

457941200371269
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: CORE-RODisciplina: Legislação FederalTemas: Lei de Acesso à Informação e Decreto Regulamentador
A Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação) destina-se a regulamentar dispositivos da Constituição Federal que dispõem sobre o direito de acesso à informação, permitindo que qualquer pessoa física ou jurídica solicite informações junto aos órgãos ou entidades públicas em nível federal, estadual ou municipal. Considerando o disposto na referida normativa, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) Informação sigilosa é aquela submetida temporariamente à restrição de acesso público em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado.

( ) Negado o acesso à informação pelos órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal, o requerente poderá recorrer à Controladoria-Geral da União, que deliberará no prazo de cinco dias se estiverem sendo descumpridos os prazos.

( ) Primariedade é a qualidade da informação que é coletada na fonte e contém o máximo de detalhamento possível, sem modificações.

( ) Para a classificação da informação em determinado grau de sigilo, deverá ser observado o interesse público da informação e utilizado o critério mais restritivo possível, em prestígio à supremacia do interesse público, considerado o prazo mínimo de restrição de acesso ou o evento que defina seu termo final.

( ) Subordinam-se a esta Lei as empresas privadas; autarquias; fundações públicas; sociedades de economia mista; e, demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, excluindo-se o Ministério Público Federal.


A sequência está correta em 
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3

457941201225429
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: CORE-RODisciplina: Direito AdministrativoTemas: Licitações e Lei nº 14.133/2021 | Modalidades e Critérios de Julgamento
Em relação às modalidades licitatórias previstas na Lei nº 14.133/2021, analise as afirmativas a seguir.


I. A Nova Lei de Licitações e Contratos não mais prevê a tomada de preços e o convite como modalidades licitatórias.

II. Na Nova Lei de Licitações, um dos critérios de julgamento de propostas é o do maior desconto.

III. São modalidades de licitações previstas na Lei nº 14.133/2021: o pregão; a concorrência; o convite; o leilão; e, o diálogo competitivo.

IV. A Lei nº 14.133/2021 prevê, expressamente, que todos os atos praticados no processo licitatório são públicos.

V. A modalidade do leilão requer a divulgação do edital em sítio eletrônico oficial, bem como o registro cadastral prévio e a habilitação dos licitantes.


Está INCORRETO o que se afirma apenas em  
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4

457941201517604
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: CORE-RODisciplina: Administração: Conceitos EssenciaisTemas: Gestão Financeira | Funções das Áreas de Gestão
Mercados e instituições financeiras criam um mecanismo através do qual recursos fluem entre poupadores (fornecedores de recursos) e investidores (demandantes de recursos). Sobre o tema, relacione adequadamente os princípios aos seus respectivos conceitos.


1. Taxa de juros.

2. Retorno exigido.

3. Rendimento até o vencimento.

4. Curva de rendimento normal.


( ) Taxa anual de juros alcançada sobre um título comprado em certo dia e mantida até o seu vencimento.

( ) Compensação paga pelo tomador de recursos para o financiador; do ponto de vista do tomador de recursos é o custo de se tomar recursos emprestados.

( ) Custo dos recursos obtidos ao vender a participação acionária; reflete o nível de expectativa do fornecedor de recursos em relação ao seu rendimento.

( ) Indica que os custos de empréstimos a curto prazo estão abaixo dos custos de empréstimos a longo prazo.


A sequência está correta em  
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5

457941200639834
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: CORE-RODisciplina: Língua PortuguesaTemas: Sentido Literal e Figurado | Análise Textual
Texto associado
Amor

     Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.
     Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava- -lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.
     Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo como cortava blusas para os meninos, a grande tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.
     No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e o escolhera.

(LISPECTOR, Clarice. Laços de Família. Editora Rocco. Rio de Janeiro, 1998. Adaptado.)
Dentre os segmentos destacados a seguir, apenas em um deles pode ser reconhecido o emprego do sentido conotativo; assinale-o. 
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6

457941201156080
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: CORE-RODisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Texto associado
Amor

     Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.
     Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava- -lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. E cresciam árvores. Crescia sua rápida conversa com o cobrador de luz, crescia a água enchendo o tanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.
     Certa hora da tarde era mais perigosa. Certa hora da tarde as árvores que plantara riam dela. Quando nada mais precisava de sua força, inquietava-se. No entanto sentia-se mais sólida do que nunca, seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo como cortava blusas para os meninos, a grande tesoura dando estalidos na fazenda. Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.
     No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e o escolhera.

(LISPECTOR, Clarice. Laços de Família. Editora Rocco. Rio de Janeiro, 1998. Adaptado.)
“Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha — com persistência, continuidade, alegria.” (4º§) Neste momento de reflexão acerca da “vida de adulto” que construíra, é possível inferir, através do fragmento destacado, que Ana demonstrava: 
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7

457941200610138
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: CORE-RODisciplina: Direito AdministrativoTemas: Estrutura da Administração Pública | Delegação de Serviços Públicos: Concessão e Permissão | Poderes Administrativos | Descentralização Administrativa | Poder Vinculado e Discricionário | Gestão de Serviços Públicos
A delegação é uma forma de descentralização de serviço público. Nesta, o Estado transfere a execução do serviço e não a sua titularidade a um terceiro. A delegação que se configura um ato administrativo discricionário e precário, na qual a Administração Pública possibilita ao particular a realização de uma atividade de predominante interesse deste, ou a utilização de um bem público, tem o nome de: 
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8

457941201341245
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: CORE-RODisciplina: Gestão de Arquivos e DocumentosTemas: Definições Arquivísticas | Fundamentos Arquivísticos
Arquivologia é a ciência que estuda os princípios e as técnicas relacionadas à gestão, organização, preservação e acesso a documentos e informações de valor administrativo, legal, histórico e cultural; é essencial para garantir a eficiência na administração dos documentos ao longo do seu ciclo de vida. Considerando alguns conceitos fundamentais da arquivologia, relacione adequadamente as colunas a seguir.


1. Arquivo.

2. Gestão de documentos.

3. Documento.

4. Ciclo de vida dos documentos.

5. Informação.


( ) Qualquer informação registrada em suporte material, como papel, fotografia, áudio, vídeo, digital, dentre outros, suscetível de ser utilizado para consulta, estudo ou prova.

( ) Dados organizados que têm significado e valor para uma pessoa ou organização.

( ) Conjunto de práticas e técnicas utilizadas para administrar toda a documentação produzida e recebida por uma organização, desde a sua criação até a sua destinação final.

( ) Conjunto de documentos oficialmente produzidos e recebidos por uma organização no exercício de suas atividades, organizados e preservados para fins de gestão, pesquisa, memória e prova.

( ) Conjunto de fases pelas quais um documento passa desde a sua criação até a sua destinação final. As principais fases são: arquivos correntes; intermediários; e, permanentes.


A sequência está correta em 
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9

457941200292969
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: CORE-RODisciplina: Direito AdministrativoTemas: Empresas Estatais | Estrutura da Administração Pública
As empresas públicas e sociedades de economia mista são empresas estatais de pessoas jurídicas de direito privado, não fundacionais pertencentes à Administração Pública Indireta. Sobre estas empresas, é correto afirmar que, EXCETO: 
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10

457941201128768
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: CORE-RODisciplina: Língua PortuguesaTemas: Sentido Literal e Figurado | Análise Textual
Texto associado
Pertencer

    Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou.
    Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça.
    Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus.
    Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.
    Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de “solidão de não pertencer” começou a me invadir como heras num muro.
    Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética.
    É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos – e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.
    Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força – eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.
    Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e, no entanto, premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida.
    A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver.


(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Editora Rocco. 1999. Adaptado.)  
Apesar do texto apresentado possuir predominantemente uma linguagem denotativa, é possível identificar conotação em:
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