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1

457941201962683
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: Prefeitura de Jequié - BADisciplina: Educação Física e EsportesTemas: Educação Física e Bem-Estar
“Estudos epidemiológicos propõem que a prática __________ de atividade física e uma ___________ aptidão física estão associadas a uma ___________ mortalidade e __________ qualidade de vida em população adulta.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior. 
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2

457941201068822
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: Prefeitura de Jequié - BADisciplina: Língua PortuguesaTemas: Análise Textual | Recursos Estilísticos
Texto associado
Tuim criado no dedo


    João-de-barro é um bicho bobo que ninguém pega, embora goste de ficar perto da gente, mas de dentro daquela casa de João-de-barro vinha uma espécie de choro, um chorinho fazendo tuim, tuim, tuim… 
    A casa estava num galho alto, mas um menino subiu até perto, depois com uma vara de bambu conseguiu tirar a casa sem quebrar e veio baixando até o outro menino apanhar. Dentro, naquele quartinho que fica bem escondido depois do corredor de entrada para o vento não incomodar, havia três filhotes, não de João-de-barro, mas de tuim.
    Você conhece, não? De todos esses periquitinhos que tem no Brasil, tuim é capaz de ser menor. Tem bico redondo e rabo curto e é todo verde, mas o macho tem umas penas azuis para enfeitar. Três filhotes, um mais feio que o outro, ainda sem penas, os três chorando.

    O menino levou-os para casa, inventou comidinhas para eles, um morreu, outro morreu, ficou um. Geralmente se cria em casa é casal de tuim, especialmente para se apreciar o namorinho deles.

    Mas aquele tuim macho foi criado sozinho e, como se diz na roça, criado no dedo. Passava o dia solto, esvoaçando em volta da casa da fazenda, comendo sementinhas de imbaúba.

     Mas o pai disse: “menino, você está criando muito amor a esse bicho, quero avisar: tuim é acostumado a viver em bando. Esse bichinho se acostuma assim, toda tarde vem procurar sua gaiola para dormir, mas no dia que passar pela fazenda um bando de tuins, adeus. Ou você prende o tuim ou ele vai embora com os outros, mesmo ele estando preso e ouvindo o bando passar, está arriscado ele morrer de tristeza”.

     Aquilo encheu de medo o coração do menino. Soltar um pouquinho no quintal não devia ser perigo, desde que ficasse perto, se ele quisesse voar para longe era só chamar, que voltava, mas uma vez não voltou.

    Teve uma ideia, foi ao armazém de “seu” Perrota: “tem gaiola para vender?” Disseram que tinha. “Venderam alguma gaiola hoje?” Tinham vendido uma para uma casa ali perto.

     Foi lá, chorando, disse ao dono da casa: “se não prenderam o meu tuim então por que o senhor comprou gaiola hoje?”

    O homem acabou confessando que tinha aparecido um periquitinho verde sim, de rabo curto, não sabia que chamava tuim. Ofereceu comprar, o filho dele gostara tanto, ia ficar desapontado quando voltasse da escola e não achasse mais o bichinho. “Não senhor, o tuim é meu, foi criado por mim.”

    Voltou para casa com o tuim no dedo.

    Pegou uma tesoura: era triste, era uma judiação, mas era preciso, cortou as asinhas, assim o bichinho poderia andar solto no quintal, e nunca mais fugiria.

    Depois foi dentro de casa para fazer uma coisa que estava precisando fazer, e, quando voltou para dar comida a seu tuim, viu só algumas penas verdes e as manchas de sangue no cimento. Subiu num caixote para olhar por cima do muro, e ainda viu o vulto de um gato ruivo que sumia.

     Acabou-se a triste história do tuim.


(BRAGA, Rubem. Livro “Ai de ti, Copacabana”. Rio de Janeiro: Record,
2010. Adaptado.)
No trecho “[...] um chorinho fazendo tuim, tuim, tuim...” (1º§), a repetição do termo “tuim” demonstra o uso da figura de linguagem conhecida como:
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3

457941200718408
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: Prefeitura de Jequié - BADisciplina: Psicologia GeralTemas: Fundamentos da Psicologia Social | Intervenções Psicossociais | Psicologia Social
Durante a década de 1950, parecia que a psicologia social daria respostas a todos os problemas sociais, e este clima de otimismo persistiu durante os primeiros anos após 1960, sem que se observasse grandes mudanças; o preconceito continuava gerando violências; nas fábricas, as greves se sucediam; no campo, a miséria aumentava; e, nos centros urbanos, o homem se desumanizava.


(LANE, 2006.)


Sobre a psicologia social, assinale a afirmativa correta.
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4

457941201594533
Ano: 2024Banca: Instituto ConsulplanOrganização: Prefeitura de Jequié - BADisciplina: Língua PortuguesaTemas: Morfologia Verbal | Flexão de Tempo Verbal
Texto associado
História de bem-te-vis

    Com estas florestas de arranha-céus que vão crescendo, muita gente pensa que passarinho é coisa de jardim zoológico; e outras até acham que seja apenas antiguidade de museu. Certamente chegaremos lá; mas por enquanto ainda existem bairros afortunados onde haja uma casa, casa que tenha um quintal, quintal que tenha uma árvore. Bom será que essa árvore seja a mangueira. Pois nesse vasto palácio verde podem morar muitos passarinhos.
    Os velhos cronistas desta terra encantaram-se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e “querejuás todos azuis de cor finíssima...”. Nós esquecemos tudo: quando um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura...
    Mas há um passarinho chamado bem-te-vi. Creio que ele está para acabar.
    E é pena, pois com esse nome que tem – e que é a sua própria voz – devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria.
    O que leva a crer no desaparecimento do bem-te-vi são as mudanças que começo a observar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem-te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando-se a gritar: “...te-vi! ...te-vi”, com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras, achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano.
    Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão – como posso saber, com a folhagem cerrada da mangueira? – animou-se a uma audácia maior. Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: “...vi! ...vi!...” o que me pareceu divertido, nesta era do twist.
    O tempo passou, o bem-te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol – que se não há de pensar de bem-te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam o leme dos seus brasões? (...)
    Mas hoje ouvi um bem-te-vi cantar. E cantava assim: “Bem-bem-bem...te –vi!”. Pensei: “É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!...”. Depois, o passarinho mudou. E fez: “Bem-te-te-te...vi!”. Tornei a refletir: “Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrando...”. E o passarinho: “Bem-bem-bem...te-te-te... vi-vi-vi!”.
    Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disseram: “Que engraçado! Um bem-te-vi gago!”.
    (É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...)


(MEIRELES, Cecília. 1901-1964 – Escolha o seu sonho: (crônicas) – 26ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2005. Adaptado)
As frases transcritas do texto apresentam o mesmo tempo verbal, EXCETO:
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5

457941201065408
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: Prefeitura de Jequié - BADisciplina: Serviços Gerais
Uma concepção popular equivocada é a de que o cabeleireiro atua apenas no corte de cabelo, acertando o comprimento dos fios. No entanto, dada a versatilidade do ofício, há uma variedade de serviços que o profissional pode oferecer ao cliente. NÃO corresponde à gama de atividades básicas realizadas por um cabeleireiro: 
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6

457941201270731
Ano: 2024Banca: Instituto ConsulplanOrganização: Prefeitura de Jequié - BADisciplina: Língua InglesaTemas: Vocabulário | Compreensão de Texto
Texto associado
Something in the water? Why we love shark films


From the Steven Spielberg classic Jaws, to predators stalking the Seine in Under Paris, there is no shortage of shark films.

Hollywood and audiences love them, seemingly never tiring of the suspense, gore and terror.

There are prehistoric giant sharks in The Meg, genetically engineered ones in Deep Blue Sea, and sharks high on cocaine in the ingeniously named Cocaine Shark.

Even Donald Trump is a fan – he was reportedly due to play the US president in a Sharknado film, before becoming the actual president.

I became hooked on them after watching James Bond film Thunderball, where the villain keeps sharks in his swimming pool.

It led to a lifelong interest in shark films, as well as an irrational fear of swimming pools, even ones filled with chlorine inside leisure centres.

Hayley Easton Street is the British director behind a new shark film, Something in the Water, which tells the story of a group of women stranded at sea.

She explains that, as fan of shark films herself, she “absolutely wanted” to make the movie.

So why are shark movies so popular? “It's the fear of what could be going on with the unknown of [the sea]” she tells BBC News.

“Just being stuck in the middle of the ocean is scary enough. You're trapped in something else's world and anything could happen.”

But despite Street's love of shark films, she did not want the ones in hers to be portrayed as marine serial killers.

“We kill 100 million sharks every year” she notes.

The director was also aware that the release of Jaws led to a huge rise in the hunting of sharks, partly because they had been portrayed as merciless killers.

“As much as I love shark films, I love sharks.”

“I was really conscious of that, because it's easy for people to start seeing them as killing machines... or monsters, which they are not.”

She adds: “I feel it's more scary to have the realistic theme of it, that, you know, if you are out in the ocean and there are sharks and they do mistake you for something else, they will kill you.”

Despite the huge success of Jaws, Spielberg has said he “truly regrets the decimation of the shark population because of the book and the film”.

Spielberg is not the only person concerned about Hollywood's portrayal of sharks and the impact it continues to have.

US marine biologist Andriana Fragola dedicates herself to educating people about sharks, often sharing videos of her diving with them.

She says they are “misunderstood predators” that have been harmed by movies and the media.

Andriana tells me that she has watched Netflix's new shark film, Under Paris, and was not impressed.

“Their whole thing was it's about conservation, about studying them, but then the sharks are still eating people.”

“So it's giving a little bit more of a rounded education and a little bit more depth to the story, it's not just people swimming at the beach and getting attacked and eaten.”

“But the bottom line and what people can draw from the movie is that sharks are still really dangerous to people and they're just going to continuously hunt and eat people.”

“If that was true, we would be reduced as a human species. Everyone who goes to the beach, they would be threatened.”

Andriana says the perception of sharks causes a real issue for conservation.

“It's a huge problem because people don't want to protect something that they're scared of.”

“The perception from people is that they're dangerous to humans so we should eradicate them, and that's obviously a huge problem for conservation and getting people to want to empathise or sympathise with sharks and wanting to actually protect them.”

“It's unfortunate because 100 million sharks are killed every year, and globally sharks kill fewer than 10 people every year.”

“We're really focused on the sharks being the monsters and them being out to get us. In reality it's the opposite.”

It is unlikely that Hollywood will stop making shark films, or we will stop watching them.

But the figures show that far from being the serial killers of the sea, sharks are actually much more likely to be the victims of humans.

(Charlotte Gallagher, Culture reporter, BBC 2024. Accessed: 29 July 2024. Available in:<https://www.bbc.com/news/articles/ckmmgxvp7dgo>
Consider the sentence “[...] there is no shortage of shark films.” (1 st§) It implies that:
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7

457941200492194
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: Prefeitura de Jequié - BADisciplina: Linguagem Brasileira de Sinais (Libras)Temas: Interpretação e Tradução de Línguas de Sinais | Funções e Responsabilidades do Tradutor-Intérprete
Intérpretes e tradutores possibilitam que as pessoas que fazem o uso da língua brasileira de sinais, e também as que não fazem, acompanhem tudo o que está sendo dito ou exibido, proporcionando inclusão e acesso à informação e, consequentemente, engajando mais pessoas na construção de uma sociedade igualitária. É muito comum que se acredite que traduzir e interpretar Libras são a mesma coisa, mas existe uma grande diferença nestas ações. Considerando o exposto, relacione adequadamente as colunas a seguir. 

1. Tradutor de Libras.
2. Intérprete de Libras.

( ) Converte conteúdo de documentos do português para Libras.
( ) Está envolvido com as modalidades visual-espacial ou oral-auditiva primordialmente.
( ) Possibilita que um ouvinte que não conhece Libras entenda o que está sendo sinalizado.
( ) É responsável pelo trabalho com uma língua escrita.
( ) Atua em tempo real vertendo o que está sendo apresentado.

A sequência está correta em 
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8

457941202053162
Ano: 2023Banca: Instituto ConsulplanOrganização: Prefeitura de Jequié - BADisciplina: Serviço Social e Políticas PúblicasTemas: Profissão de Assistente Social e Código de Ética | Código de Ética 1993 - Lei nº 8.662/1993
Analise as afirmativas a seguir, considerando o Código de Ética Profissional de 1993.


I. “Empenho na eliminação de todas as formas de ____________, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças.”

II. “Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova _____________, sem dominação, exploração de classe, etnia e gênero.”


Assinale a alternativa que completa corretamente as afirmativas anteriores.
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9

457941201420225
Ano: 2018Banca: MS CONCURSOSOrganização: Prefeitura de Jequié - BADisciplina: Literatura Brasileira e UniversalTemas: Simbolismo Literário | Barroco Literário | Modernismo Brasileiro | Literatura de Informação | Romantismo Literário | Concretismo | Realismo Literário | Movimentos Literários | Arcadismo Literário | Parnasianismo Literário | Tendências Contemporâneas | Naturalismo Literário | Vanguardas Artísticas Europeias
Relacione as duas colunas de acordo com a característica e o período literário e assinale a alternativa correta: 

A) Barroco.   
              
B) Arcadismo.

C) Simbolismo. 

D) Romantismo 

E) Parnasianismo. 

F) Modernismo.

1 - Regionalismo.             

2 - Oposições.          

3 - Bucolismo.          

4 - Busca da perfeição poética.     

5 - Condoreirismo.           

6 - Introspecção, mergulho nas profundezas do eu.  
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10

457941200012263
Ano: 2024Banca: Instituto ConsulplanOrganização: Prefeitura de Jequié - BADisciplina: Língua PortuguesaTemas: Fonologia | Estrutura Silábica | Ortografia | Acentuação Gráfica: Tipos de Palavras
Texto associado
Bê, á, bá tech: como funciona o letramento na era digital?

    As crianças e adolescentes passam boa parte da vida no ambiente escolar. Essa convivência é fundamental para que consigam viver e conviver em sociedade. Para acompanhar as evoluções, é preciso, hoje, ir além da alfabetização básica. Matemática, história, português, geografia e outras disciplinas continuam essenciais, mas, para garantir a compreensão do mundo, as instituições de ensino precisam garantir o letramento digital, que é a compreensão e capacidade de interpretar, criar e desenvolver habilidades de leitura e escrita no cenário tecnológico.
    O termo letramento não é novo no vocabulário, e está diretamente ligado a alfabetização, mas com uma representação mais complexa. A ideia é não apenas decodificar as interações comunicativas, mas saber quando e como aplicá-las. Dessa forma, o estudante ganha mais autonomia e aprende, de forma crítica, como aproveitar os reais benefícios oferecidos pela tecnologia.
    Especialista em Educação da Fundação Itaú Social, Juliana Yade avalia que a formação tecnológica é importante para o futuro das crianças. “As crianças estão cada vez mais expostas à tecnologia desde cedo, sendo fundamental que elas desenvolvam habilidades digitais básicas para se prepararem para um mundo em que a tecnologia é tão essencial”, avalia.
    O domínio de múltiplas habilidades é uma das principais vantagens do letramento digital, pois ele estimula a multidisciplinaridade e a cooperação entre as diferentes áreas de conhecimento. “Também é imprescindível ensiná-las sobre segurança on-line, incluindo a importância de não compartilhar informações pessoais, identificar comportamentos de risco e entender, mesmo que minimamente, os princípios de privacidade”, comenta Yade.
    Na prática, a escola deve ensinar os estudantes com e sobre tecnologia, inserindo recursos educacionais digitais no dia a dia da instituição e abordando temas relacionados à cultura digital de forma interdisciplinar. “A integração bem-sucedida da educação com o letramento digital requer uma abordagem equilibrada, em que a tecnologia deve ser usada como uma ferramenta para aprimorar o aprendizado, e não como um recurso substituto. Isso garantirá que os estudantes estejam preparados para o mundo digital em constante evolução”, avalia Juliana Yade.
    A diretora pedagógica da Escola Canadense de Brasília, Amanda Payne, avalia o aprendizado tecnológico nas escolas como essencial. “Ajudamos os estudantes a fazer a seleção do que é válido, de quais sites têm informação confiável, onde verificar as fontes e, assim, ter uma educação mais prática para o dia a dia também”, acrescenta.
    A pedagoga Miliane Benício, mãe do Axl Benício, 11 anos, explica que apresenta para o filho o universo de possibilidades que a tecnologia oferece. “Assim, ele tem condições de ouvir de outra forma, uma reflexão sobre o mesmo assunto. E, como a escola é nossa cúmplice nessa leitura, procuramos uma escola que potencializasse habilidades e interesses que ele demonstrava possuir”, destaca a mãe.
    Apesar do letramento digital estar inserido na vida de muitos indivíduos antes mesmo da alfabetização, esse é um processo que não ocorre de forma rápida. É uma prática que demanda tempo, se relaciona com a realidade do aluno dentro e fora da sala de aula e precisa ser desenvolvida de forma equilibrada, devendo ser inserida no contexto escolar e acompanhada de perto pelos professores.
    “Observar o computador como um recurso, uma vez que ele vai além do formato tradicional de educação. Por isso, tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais, os alunos estão construindo uma formação tecnológica, mas ao mesmo tempo se colocando de forma crítica dentro desse universo”, explica Amanda Payne.
    Juliana Yade acrescenta que é importante ressaltar que o letramento digital não é uma habilidade estática, mas uma competência em constante evolução, impulsionada pelo rápido avanço tecnológico. Portanto, as escolas devem continuar a adaptar seus currículos e métodos de ensino para garantir que os estudantes estejam preparados para enfrentar os desafios digitais de um mundo em constante mudança.
    “Além disso, precisamos ter em mente que as crianças, adolescentes e jovens são nativos digitais e estão familiarizados com diversos recursos tecnológicos desde muito cedo. É aí que a escola ganha protagonismo, apoiando na formação desses indivíduos para fazerem o uso crítico das ferramentas e do seu conteúdo”, conclui a especialista.


(Helena Dornelas. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/. Acesso em: 19/07/2024. Adaptado.)
“O domínio de múltiplas habilidades é uma das principais vantagens do letramento digital, pois ele estimula a multidisciplinaridade e a cooperação entre as diferentes áreas de conhecimento. ‘Também é imprescindível ensiná-las sobre segurança on-line, incluindo a importância de não compartilhar informações pessoais, identificar comportamentos de risco e entender, mesmo que minimamente, os princípios de privacidade’ [...]” (4º§) Conforme as regras fonológicas da gramática da língua portuguesa aplicadas em situação de translineação e tonicidade, analise as palavras sublinhadas no trecho anterior e assinale a alternativa correta. 
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