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1

457941201262698
Ano: 2015Banca: FUNCABOrganização: Prefeitura de Araruama - RJDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Compreensão e Interpretação Textual | Análise Textual
Texto associado

Texto para responder à questão.


Restos de Carnaval


    Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval.Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
    No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé da escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
    E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério.Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.
    [...]
    Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.
    [...]
    Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.
    Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. Aalegria dos outros me espantava.
LISPECTOR, Clarice. Felicidade clandestina . Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 25-28
Sobre o texto é correto afirmar que a narradora começa a rememorar determinado carnaval no parágrafo:
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2

457941201953401
Ano: 2015Banca: FUNCABOrganização: Prefeitura de Araruama - RJDisciplina: Medicina: Clínica e Saúde PúblicaTemas: Gastroenterologia Clínica
Um paciente de 50 anos, alcoólatra, é admitido no pronto-socorro com forte dor abdominal, “em barra”, no andar superior do abdômen. No exame físico, observam-se máculas violáceas na região periumbilical e em flancos. Das opções a seguir, a hipótese diagnóstica mais provável é:
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3

457941200276342
Ano: 2015Banca: FUNCABOrganização: Prefeitura de Araruama - RJDisciplina: Contabilidade: Teoria e PráticaTemas: Demonstração do Valor Adicionado (DVA) | Demonstração de Resultados | Demonstração do Balanço Patrimonial | Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) | Demonstrações Complementares | Fundamentos do Balanço Patrimonial | Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) | Introdução à Demonstração de Resultados
O regime contábil da competência, que, em linhas gerais, representa os registro das despesas e receitas em função da sua ocorrência, se constitui na base para a escrituração dos atos e fatos administrativos nos sistemas de contabilidade. Marque a alternativa que apresenta um demonstrativo contábil, que NÃO leva em conta esse princípio.
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4

457941201067541
Ano: 2015Banca: FUNCABOrganização: Prefeitura de Araruama - RJDisciplina: Língua PortuguesaTemas: Advérbios | Morfologia | Análise Textual | Semântica Contextual
Texto associado

Texto para responder à questão.


Restos de Carnaval


    Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval.Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
    No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé da escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
    E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério.Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.
    [...]
    Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.
    [...]
    Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.
    Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. Aalegria dos outros me espantava.
LISPECTOR, Clarice. Felicidade clandestina . Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 25-28
No período “Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão EXTREMAMENTE vazia que se segue ao carnaval.”, o termo em destaque só teria prejuízo para o sentido original do texto, se fosse substituído por:
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5

457941201622333
Ano: 2015Banca: FUNCABOrganização: Prefeitura de Araruama - RJDisciplina: Informática BásicaTemas: Malware | Segurança da Informação
Um computador de uma rede foi infectado por um programa malicioso independente, ou seja, que não precisa de outro programa para se propagar, que se autorreplica e destrói arquivos dos computadores que ele infecta. Esse tipo de programa é identificado como:
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6

457941200190515
Ano: 2015Banca: FUNCABOrganização: Prefeitura de Araruama - RJDisciplina: Medicina: Clínica e Saúde PúblicaTemas: Neurologia
Hemiplegia e diminuição da sensibilidade na metade oposta do corpo fazem parte do exame neurológico de um paciente com lesão na seguinte topografia:
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7

457941202014865
Ano: 2015Banca: FUNCABOrganização: Prefeitura de Araruama - RJDisciplina: Estatística e ProbabilidadeTemas: Teoria da Amostragem | Amostragem Aleatória Simples
Para à questão, considere X1 = 0, X2 = 0 e X3 = 1 três amostras aleatórias simples de uma variável aleatória X.

A estimativa para a variância de X, utilizando-se do método dos momentos, é:
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8

457941201477145
Ano: 2015Banca: FUNCABOrganização: Prefeitura de Araruama - RJDisciplina: Medicina: Clínica e Saúde PúblicaTemas: Medicina Respiratória
Aproximadamente 20% da população asmática é sensível à aspirina e outros anti-inflamatórios não esteroidais. A asma induzida por aspirina (AIA) é uma doença comum e frequentemente subdiagnosticada, que pode ser tratada com o uso de:
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9

457941200730344
Ano: 2015Banca: FUNCABOrganização: Prefeitura de Araruama - RJDisciplina: Medicina: Clínica e Saúde PúblicaTemas: Otorrinolaringologia
Em um paciente com Laringite Aguda, de etiologia bacteriana, espera-se encontrar em swab na nasofaringe o seguinte agente infeccioso:
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10

457941201721314
Ano: 2015Banca: FUNCABOrganização: Prefeitura de Araruama - RJDisciplina: Medicina: Clínica e Saúde PúblicaTemas: Epidemiologia
Um teste diagnóstico foi aplicado a um grupo de pessoas: 100 eram doentes e 100 saudáveis. Dos 100 doentes, 80 tiveram o teste positivo. Sobre este teste diagnóstico, marque a alternativa correta.
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