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132 questões encontradas
Para Oliveira e Figueiredo (2017), as políticas educacionais de perspectiva inclusiva falharam em seu propósito central por se ancorarem no pressuposto implícito de que:
No início dos anos 2000, um estudante entrou numa sala cheia usando uma camiseta considerada constrangedora. Não era provocação nem descuido: era parte de um experimento de psicologia social. Depois de alguns minutos entre olhares dispersos e conversas paralelas, perguntaram a ele quantas pessoas haviam reparado na vestimenta. “Metade da sala”, respondeu confiante. Todavia, na prática, pouco mais de um quinto percebeu. Lembrei-me dessa história dias atrás, quando um amigo me disse: nós não somos tão importantes assim. Nós, pessoas de pensamento acelerado, tendemos a acreditar que a catástrofe é uma certeza que eventualmente vai nos encontrar. Antecipamos cenários inexistentes, ensaiamos diálogos que nunca existirão, prevemos um enredo que, de tanto ninguém querer ver, ele nem mesmo acontece. Gostamos de acreditar que somos protagonistas da nossa própria história — e, em alguma medida, somos mesmo. A questão é que, na vida dos outros, na maioria das vezes, a gente é só figurante. A Psicologia chama isso de “efeito holofote”: a tendência de acreditar que há sempre um foco apontado para nós, por isso superestimamos o quanto os outros estão nos julgando e nos assistindo. E de fato: a vida é uma eterna performance. Porém, muitas vezes esquecemos que nem sempre seremos o centro da plateia alheia. Não porque sejamos irrelevantes ou porque ninguém se importe em absoluto, mas porque cada um está ocupado demais tentando administrar as próprias dores. Na sociedade da vitrine, nos acostumamos a sermos observados o tempo inteiro. Há reação, há métrica — há sempre algum número medindo nossa existência. As redes sociais reforçaram essa sensação de palco permanente. Sem perceber, passamos a buscar confirmação: eu quero ser aceito para não correr o risco de ficar de fora. Curioso como, em pleno século 21, ainda reagimos como se estivéssemos tentando garantir um lugar na fogueira da caverna. Para mim, a frase do meu amigo foi como um lembrete: nem todo mundo está interessado no que a gente veste, escolhe fazer, diz ou em como nos desempenhamos. É quase mágico esse momento em que percebemos o alívio de não ser tão importante. Funciona quase como uma redenção, um desprender-se. É o local onde se pode errar em paz. Afinal, se o mundo não para por causa dos nossos constrangimentos, ele certamente também não irá parar por conta dos nossos fracassos. E, se repararmos bem, veremos que há uma espécie de humildade nisso. É a constatação de que o mundo é grande demais para girar em torno dos nossos tropeços. E que, ainda assim, seguimos pertencendo a ele. Talvez o erro seja acreditar que precisamos ser protagonistas o tempo todo. Há uma liberdade silenciosa e extraordinária em simplesmente aceitar o papel de coadjuvante vez que outra. Para todos os efeitos, basta estar. Basta aprender a ser espectador. No fim, quem sabe a vida não esteja nem aí para cada malabarismo das nossas performances. Ela só quer que a gente esteja presente e que saibamos existir sem tanto esforço.
Considerando a palavra “coadjuvante” no trecho abaixo, retirado do texto, analise as assertivas a seguir: “Há uma liberdade silenciosa e extraordinária em simplesmente aceitar o papel de coadjuvante vez que outra”.
I. O sufixo empregado na sua formação remete à ideia de “aquele que realiza a ação de”.
II. A substituição de “de coadjuvante” por “secundário” não acarretaria alterações significativas ao acarretaria alterações significativas ao sentido original do trecho.
III. O vocábulo é um adjetivo comum de dois gêneros que forma, junto à preposição “de”, uma locução adjetiva que caracteriza o substantivo “papel”.
Quais estão corretas?
Segundo Pereira (2014), historicamente, o ensino da língua portuguesa para surdos foi fortemente balizado pela concepção de “língua como código”. À luz das críticas da autora a esse paradigma estruturalista, assinale a alternativa que explicita corretamente como essa matriz teórica prejudicou o desenvolvimento da modalidade escrita pelos estudantes.
Assinale a alternativa que apresenta uma implicação discursiva e metodológica inerente ao papel do professor na mediação da leitura e da escrita para alunos surdos no modelo bilíngue discutido por Pereira (2014).
O estudo de Morais e Cruz (2020) apresenta uma discussão sobre abordagens metodológicas para o ensino de língua portuguesa como segunda língua (L2) para aprendizes surdos sob a ótica da Linguística Sistêmico-Funcional e do ensino baseado em tarefas. Nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Considerando a concepção discursivo-interacionista adotada no texto “O ensino de português como segunda língua para surdos: princípios teóricos e metodológicos” (Pereira, 2014), assinale a alternativa que explicita corretamente o posicionamento do autor frente às características gramaticais e sintáticas observadas nas produções escritas dos alunos surdos analisados no texto.
Considerando a abordagem teórico-metodológica defendida por Morais e Cruz (2020) para o ensino de Língua Portuguesa como L2 para aprendizes surdos, é correto afirmar que a utilização de tarefas e gêneros discursivos pressupõe:
À luz do texto “Tecnologia assistiva: uma possibilidade com os vídeos de matemática com Libras do projeto MathLibras” (Grützmann; Lebedeff; Alves, 2019), que aborda a produção de videoaulas pelo projeto MathLibras (uma iniciativa da Universidade Federal de Pelotas que desenvolve videoaulas de matemática voltadas especificamente para estudantes surdos), e considerando as adaptações teórico-metodológicas realizadas pela equipe ao longo da pesquisa, assinale a alternativa correta.
À luz do estudo “Unidade didática e plano de atividades: uma prática de resistência pedagógica para o desenvolvimento de sentidos em Libras e em língua portuguesa” (Morais; Cruz, 2020), no que tange ao contraste estabelecido pelas autoras entre a concepção tradicional de ensino e a abordagem metodológica proposta para o letramento de aprendizes surdos, assinale a alternativa correta.
No estudo “Sobre atuação e formação de tradutores intérpretes de Libras-língua portuguesa educacional na atualidade: reflexões e atualização”, desenvolvido por Belém e Costa (2023), são trazidas reflexões sobre a dinâmica de trabalho em equipe e a construção da mediação linguística. Nesse contexto, assinale a alternativa que explicita o pressuposto das autoras acerca do papel do profissional surdo na tradução e na formação do TILSP.