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24 questões encontradas
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Com base nos estudos linguísticos sobre as dimensões da linguagem, analise as afirmativas a seguir:
I. A dimensão semântica refere-se ao significado das palavras e expressões em uma língua, incluindo fenômenos como polissemia, sinonímia, metáfora e mudança de sentido.
II. A dimensão gramatical diz respeito à estrutura formal da língua, envolvendo categorias como gênero, número, tempo e pessoa, bem como a organização sintática dos enunciados.
III. A dimensão pragmática concentra-se nos usos da linguagem em situações reais de comunicação, levando em consideração fatores contextuais, intencionalidade do falante e inferências possíveis.
IV. O estudo da pragmática está restrito às estruturas morfossintáticas das sentenças, desconsiderando o contexto comunicativo e os efeitos de sentido produzidos em situações reais de uso.
Assinale a alternativa CORRETA:
Com base nos estudos sobre Semântica e Pragmática, assinale a alternativa CORRETA:
Diz respeito à competência comunicativa. Não basta falar todos os sons da língua e estruturar fases complexas (estes podem ou não estar prejudicados), deve-se falar o conteúdo certo para o momento exigido. Como exemplo de alguns comportamentos linguísticos pode-se citar: leva o adulto como instrumento para conseguir o que deseja, no lugar de se manifestar verbalmente ou por gestos ou expressões faciais; pouca intenção de iniciar ou manter um diálogo; mesmo que se expresse bem, a troca de idéias é restrita (não há reciprocidade na comunicação); mais facilidade para listar palavras ou situações do que para contar histórias.
Considerando as informações dadas no texto acima, qual tipo de alteração de linguagem está sendo feita referência?
Sobre o desenvolvimento da linguagem, destacam-se dois domínios: a linguagem estrutural e a comunicação pragmática, sendo importante reconhecer as habilidades que caracterizam cada um desses domínios, no intuito de trabalhar suas especificidades. São exemplos de habilidades de linguagem pragmática, exceto:
Assinale a alternativa que contém as frases usadas para oferecer um café a um amigo.
Assinale a alternativa que contém as perguntas adequadas às seguintes respostas: Sono le figlie di Pietro. Vanno a Venezia.
Na perspectiva da língua como instrumento de ação social, “dizer é sempre fazer”. Em italiano, uma frase que pode ser usada para pedir desculpas é:
Todo indivíduo tem à disposição um repertório linguístico, de modo que um mesmo conteúdo pode ser formulado de diferentes formas. Assinale a alternativa que apresenta perguntas adequadas a um contexto formal de interação em italiano.
Um jornal é lido por muita gente, em muitos lugares; o que ele diz precisa interessar, senão a todos, pelo menos a um certo número de pessoas. Mas o que me brota espontaneamente da máquina, hoje, não interessa a ninguém, salvo a mim mesmo. O leitor, portanto, faça o obséquio de mudar de coluna. Trata-se de um gato.
Não é a primeira vez que o tomo para objeto de escrita. Há tempos, contei de Inácio e de sua convivência. Inácio estava na graça do crescimento, e suas atitudes faziam descobrir um encanto novo no encanto imemorial dos gatos. Mas Inácio desapareceu − e sua falta é mais importante para mim do que as reformas do ministério.
Gatos somem no Rio de Janeiro. Dizia-se que o fenômeno se relacionava com a indústria doméstica das cuícas, localizada nos morros. Agora ouço dizer que se relaciona com a vida cara e a escassez de alimentos. À falta de uma fatia de vitela, há indivíduos que se consolam comendo carne de gato, caça tão esquiva quanto a outra.
O fato sociológico ou econômico me escapa. Não é a sorte geral dos gatos que me preocupa. Concentro-me em Inácio, em seu destino não sabido.
Eram duas da madrugada quando o pintor Reis Júnior, que passeia a essa hora com o seu cachimbo e o seu cão, me bateu à porta, noticioso. Em suas andanças, vira um gato cor de ouro como Inácio − cor incomum em gatos comuns − e se dispunha a ajudar-me na captura. Lá fomos sob o vento da praia, em seu encalço. E no lugar indicado, pequeno jardim fronteiro a um edifício, estava o gato. A luz não dava para identificá-lo, e ele se recusou à intimidade. Chamados afetuosos não o comoveram; tentativas de aproximação se frustraram. Ele fugia sempre, para voltar se nos via distantes. Amava.
Seria iníquo apartá-lo do alvo de sua obstinada contemplação, a poucos metros. Desistimos. Se for Inácio, pensei, dentro de um ou dois dias estará de volta. Não voltou.
Um gato vive um pouco nas poltronas, no cimento ao sol, no telhado sob a lua. Vive também sobre a mesa do escritório, e o salto preciso que ele dá para atingi-la é mais do que impulso para a cultura. É o movimento civilizado de um organismo plenamente ajustado às leis físicas, e que não carece de suplemento de informação. Livros e papéis, sim, beneficiam-se com a sua presteza austera. Mais do que a coruja, o gato é símbolo e guardião da vida intelectual.
Depois que sumiu Inácio, esses pedaços da casa se desvalorizaram. Falta-lhes a nota grave e macia de Inácio. É extraordinário como o gato “funciona” em uma casa: em silêncio, indiferente, mas adesivo e cheio de personalidade. Se se agravar a mediocridade destas crônicas, os senhores estão avisados: é falta de Inácio. Se tinham alguma coisa aproveitável era a presença de Inácio a meu lado, sua crítica muda, através dos olhos de topázio que longamente me fitavam, aprovando algum trecho feliz, ou através do sono profundo, que antecipava a reação provável dos leitores.
Poderia botar anúncio no jornal. Para quê? Ninguém está pensando em achar gatos. Se Inácio estiver vivo e não sequestrado, voltará sem explicações. É próprio do gato sair sem pedir licença, voltar sem dar satisfação. Se o roubaram, é homenagem a seu charme pessoal, misto de circunspeção e leveza; tratem-no bem, nesse caso, para justificar o roubo, e ainda porque maltratar animais é uma forma de desonestidade. Finalmente, se tiver de voltar, gostaria que o gostaria que o fizesse por conta própria, com suas patas; com a altivez, a serenidade e a elegância dos gatos.
De acordo com o Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa, os dêiticos são “expressões linguísticas que se referem à situação em que o enunciado é produzido, ao momento da enunciação e aos atores do discurso”. Por exemplo, “eu” designa a pessoa que fala “eu”. Expressões como “aqui”, “agora” devem ser interpretadas em função de onde e em que momento se encontra o locutor, quando diz “aqui” e “agora”.
Verifica-se a ocorrência de dêitico que se refere ao momento da enunciação no seguinte trecho: